Brasília (DF)
07 de outubro de 2026
Luiz João Pedro Sastre (MDB-SP), conhecido como Gay de Direita, anunciou apoio a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno depois de receber 294 votos para deputado federal em São Paulo. O caso importa porque um apoiador público de Flávio Bolsonaro (PL) passou a pedir voto no 13 e atribuiu o resultado ao tratamento que diz ter recebido na direita.
O vídeo circulou na terça-feira (6/out). Nesta quarta-feira (7/out).
O QUE SASTRE DISSE NO VÍDEO?
No depoimento, Sastre separa derrota eleitoral de abandono. “Nós somos vencidos em algumas ocasiões e não derrotados”, afirmou. Ele contestou quem comparava seu resultado ao de outros nomes da direita que também ficaram de fora.
“Só que, no meu caso, o que pegou foi a minha baixa votação. Essas pessoas da direita que não se elegeram receberam muito recurso partidário, coisa que eu não tive.”
Ele cita a “trans de direita” como exemplo de candidatura que, segundo ele, recebeu mais recurso. Em seguida, veio a frase central: “Eu vou usar o meu poder de convencimento para dizer que eu senti na pele o que é ser um jovem gay na direita. E isso ficou muito bem provado, 294 votos.”
Sastre completou que o problema não era apenas a lista de não eleitos. “Foi sobre o tratamento que eu recebi na campanha, a falta de apoio e a falta de votos pelo eleitorado da direita.” E fechou o anúncio: “Nesse segundo turno, a gente vai de 13. Eu vou tentar virar o máximo de votos possíveis para o Lula, porque quem abandona você no meio do caminho, não merece a tua confiança até o final.”
O comunicador Pedro Ronchi republicou a gravação com a frase que dá título a esta matéria: “Gay de direita declara apoio ao Lula depois de sentir na pele que o bolsonarismo despreza pessoas como ele.”
Gay de direita declara apoio ao Lula depois de sentir na pele que o bolsonarismo despreza pessoas como ele. https://t.co/3TqByP97T6
— Pedro Ronchi (@PedroRonchi2) October 7, 2026
O QUE MUDOU EM RELAÇÃO A FLÁVIO BOLSONARO?
Sastre havia se posicionado com Flávio Bolsonaro no primeiro turno. Em outra publicação no Instagram, registrada pelo Metrópoles, escreveu: “Adeus, bolsonarismo. Flávio perdeu um soldado. Agora é hora de recalcular a rota e seguir em frente.”
O Estado de Minas relatou que ele mencionou ameaças depois da troca de lado, inclusive a frase “ouse estragar a campanha de Flávio Bolsonaro e você vai ver o que vai acontecer”, atribuída por ele a um apoiador. O portal não identificou o autor da mensagem.
QUANTO O MDB REPASSOU?
Há um dado que precisa ficar ao lado da queixa. Segundo o Metrópoles, com base na Justiça Eleitoral, Sastre recebeu R$ 100 mil da direção nacional do MDB e R$ 3,8 mil da direção estadual. O O Hoje soma R$ 103,8 mil e aponta o TSE como origem do número. A reclamação dele, portanto, não é de repasse zero. É de valor que considera insuficiente diante de outras candidaturas da direita.
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