O jornalista Ruy Castro durante entrevista ao Meio |20.7.2025| Imagem reprodução / O senador Flávio Bolsonaro em fins da década de 2010 / Imagem reprodução Instagram via Folha
Brasília (DF) · 24 de abril de 2026
Ruy Castro, renomado jornalista, escritor e membro da Academia Brasileira de Letras, publicou na Folha de S.Paulo dura análise sobre a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Planalto.
O texto desmonta a narrativa do senador como “Bolsonaro moderado”.
Flávio Bolsonaro apresenta-se ao eleitorado como um “Bolsonaro moderado“. Ele equivale ao círculo quadrado e ao fato imaginário, especialidades da família Bolsonaro”, escreve Ruy Castro.
O colunista questiona diretamente: “Se achava a vacina tão importante a ponto de tomá-la, o que fez para sustar a política omnicida de seu pai, que sonegou enquanto pôde a vacina à população, mentiu sobre ela, ridicularizou-a e, como um misto de camelô e curandeiro, vendeu um substituto sabidamente ineficaz?”.
Ruy Castro lembra os “700 mil brasileiros mortos pela Covid” e indaga quantos seriam “crédulos bolsonaristas”.
“E onde estava Flávio Bolsonaro enquanto seu pai, indiretamente, matava em série?”, pergunta o autor.
O jornalista alerta que, no Planalto, o senador atuaria como “boneco de engonço” do pai, que “ressurgirá de repente com notável disposição”.
Ruy Castro menciona a “desfaçatez com que acham normal passar de moto por cima das instituições”, rememorando os quatro anos de governo anterior.
Sobre os valores da família, o texto ironiza o dístico “Deus, pátria e família”.
“Não se conhecem as relações de Flávio Bolsonaro com Deus. Será religioso o suficiente para merecer os votos dos evangélicos? O que eles acham de sua relação com comprovados assassinos de aluguel, a ponto de espetar-lhes medalhas no peito sob a cartucheira?”, indaga.
Quanto à pátria, Ruy Castro critica a intenção de entregar o país a Donald Trump, “em cujas costas seus aliados se escondem para fugir à lei no Brasil”.
O autor ainda compara gastos militares de Trump com fome mundial, citando dados da ONU.
“Numa coisa Flávio Bolsonaro será, com razão, moderado. Não dará um pio sobre corrupção”, conclui o membro da Academia Brasileira de Letras.
FAQ Rápido
Por que Ruy Castro questiona a vacina de Flávio?
O escritor destaca a incoerência entre o senador ter se vacinado e o silêncio diante da política federal de negacionismo.
Flávio Bolsonaro nega ser “moderado”?
Ele se apresenta assim publicamente, mas o texto aponta que o controle familiar e o histórico indicam continuidade radical.
Qual o impacto na democracia segundo o artigo?
Ruy Castro vê risco de desrespeito institucional e uso de instituições para fins pessoais, tema central para a defesa da democracia.
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