Brasília (DF)
14 de outubro de 2026
O O canal de WhatsApp Exército do Lula, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) e com mais de 4 milhões de inscritos, saiu do ar na noite de terça-feira (13/out). A suspensão cumpre determinação do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, que autorizou a retomada somente após o prazo de 48 horas previsto nas resoluções da Corte, contado a partir do registro formal do endereço eletrônico. Enquanto o grupo lulista permanece indisponível, o canal Tropa do Flávio, com cerca de 1,4 a 1,6 milhão de inscritos e ligado ao deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), continua ativo sem sanção equivalente até o momento.
O QUE ACONTECEU COM O EXÉRCITO DO LULA?
Segundo informações do G1, da UOL e do Valor Econômico, a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) providenciou o registro do canal no TSE na terça-feira (13/out), após nova decisão de Nunes Marques exigir a formalização como endereço de comunicação eleitoral. O ministro reconheceu o cumprimento da exigência, mas manteve a quarentena de 48 horas para endereços preexistentes não informados no registro de candidatura.
Nunes Marques escreveu, em trecho da decisão reproduzido por veículos: “Suprida a omissão, desaparece o suporte fático que a sustentava, e a manutenção da suspensão integral deixaria de corresponder à providência menos gravosa apta a fazer cessar a irregularidade”. A retomada efetiva deve ocorrer na quinta-feira (15/out), com monitoramento da Meta (responsável pelo WhatsApp) e identificação do responsável pela propaganda perante os eleitores.
IMPORTANTE: A medida não significa que o canal tenha sido permanentemente banido. Após o prazo de 48 horas contado da comunicação formal, a ferramenta pode voltar a funcionar, desde que observe as normas eleitorais de identificação e monitoramento. A campanha de Lula afirmou que o registro foi feito exclusivamente para cumprir a ordem judicial e que o canal continua administrado por Janones, sem supervisão direta da candidatura.
POR QUE O CASO GEROU VAIVÉM NO TSE?
A disputa começou no domingo (11/out), quando Nunes Marques atendeu pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) e determinou a suspensão do canal, alegando disseminação de conteúdos considerados inverídicos. Horas depois, o corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, reverteu a decisão e manteve o canal no ar, encaminhando o caso ao plenário. Na terça-feira (13/out), Nunes Marques voltou a suspender o funcionamento até a regularização, conforme relatam a Agência Brasil e o Estadão.
Um relatório preliminar da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do TSE não localizou, no período analisado, as publicações específicas apontadas pela campanha de Flávio como desinformação. A análise aponta que o episódio expõe a tensão entre a exigência de registro formal de ferramentas de grande alcance e a celeridade necessária em meio ao segundo turno, marcado para 25 de outubro.
E O TROPA DO FLÁVIO?
O canal Tropa do Flávio, criado por Nikolas Ferreira como contraponto ao grupo de Janones, teve a campanha do PL protocolando complemento de dados no TSE na terça-feira (13/out), informando a URL do WhatsApp após ter registrado anteriormente apenas um site de mesmo nome. Fontes como o Metrópoles e o G1 registram que o grupo segue ativo.
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) acionou formalmente o TSE pedindo a suspensão imediata do canal pelo mesmo fundamento de falta de registro inicial e por isonomia. Em publicação, ela afirmou: “As regras têm que valer para todos”. A representação também aponta conteúdos questionados, incluindo imagens falsas e material gerado por inteligência artificial. Até as publicações mais recentes consultadas, não há decisão de sanção aplicada ao Tropa do Flávio.
A campanha de Flávio Bolsonaro descreveu o espaço como de “engajamento voluntário” de eleitores e sustentou que já havia comunicado os endereços eletrônicos exigidos. O plenário e a presidência do TSE analisam os pedidos.
O QUE ACONTECE AGORA?
A defesa de Lula recorreu do prazo de 48 horas na tentativa de acelerar a retomada. Janones criticou o momento da suspensão, ocorrida às vésperas de votação no Senado sobre a PEC do fim da escala 6×1, e reafirmou que o canal não divulgou desinformação. O caso permanece sob análise no TSE, com possibilidade de discussão colegiada, como já sinalizado por Cueva.
A análise aponta que a exigência de registro formal de canais de grande alcance no WhatsApp durante o segundo turno busca garantir rastreabilidade e responsabilidade, mas a aplicação assimétrica das regras pode alimentar questionamentos sobre isonomia e liberdade de expressão em um pleito ainda em curso. O impacto imediato recai sobre a mobilização digital de ambos os campos a 11 dias da votação.
FAQ Rápido
O canal Exército do Lula está permanentemente fechado?
Não. A suspensão é temporária, pelo prazo de 48 horas após o registro formal no TSE, conforme decisão de Kassio Nunes Marques.
O Tropa do Flávio também foi suspenso?
Até as fontes consultadas nesta quarta-feira (14/out), não. O canal permanece ativo, embora tenha havido pedido de suspensão da deputada Erika Hilton e complemento de registro pela campanha do PL.
Por que o prazo de 48 horas?
Resolução do TSE estabelece que endereços eletrônicos preexistentes não informados no registro de candidatura só podem ser utilizados em campanha 48 horas após a comunicação formal.
Atualização: novas informações poderão ser acrescentadas à medida que fontes confiáveis confirmarem novos desdobramentos no TSE.
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