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    R$ 1,9 milhão em rachadinha: 7 ex-assessores de Carlos Bolsonaro viram réus; esquema durou 16 anos

    — calculando —
    Carlos Bolsonaro em sessão da Câmara do Rio de Janeiro

    📷 O ex-vereador Carlos Bolsonaro em sessão da Câmara do Rio de Janeiro / Foto: Luciola Villela / Câmara Municipal do Rio de Janeiro

    RESUMO
    URBS MAGNA

    | Rio de Janeiro (RJ)
    20 de junho de 2026

    A Justiça do Rio de Janeiro aceitou, nesta sexta-feira (19/jun), a denúncia do Ministério Público contra sete ex-assessores do ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) por envolvimento em um esquema de “rachadinha” que funcionou por 16 anos no gabinete da Câmara Municipal do Rio de Janeiro.

    Os acusados, que agora são réus pelos crimes de organização criminosa e peculato (desvio de dinheiro público), teriam repassado cerca de R$ 1,9 milhão ao ex-chefe de gabinete Jorge Luiz Fernandes entre 2005 e 2021.

    O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, no entanto, não foi denunciado neste momento.

    Em sua decisão, o juiz Marcello Rubioli, da 1ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminosa, afirmou que “a justa causa para o recebimento da denúncia restou amplamente comprovada”. O magistrado também destacou que “a investigação apurou a existência de um esquema de rachadinha no gabinete do vereador Carlos Bolsonaro”, conforme transcrição em O Globo.

    O líder do esquema e os valores desviados

    O Ministério Público aponta Jorge Luiz Fernandes como “líder e mentor da organização”. Ele foi nomeado em 2001 e, a partir de 2018, assumiu a chefia de gabinete.

    A decisão judicial afirma que Fernandes era “amigo da família Bolsonaro” e “articulou a nomeação dos demais denunciados”.

    O esquema funcionava da seguinte forma: cada assessor, após receber o salário, realizava transferências e saques em benefício de Fernandes.

    A investigação detalha os valores repassados por cada um dos acusados: Regina Célia, esposa do ex-chefe de gabinete, repassou mais de R$ 800 mil para a conta do marido; Juciara da Conceição Raimundo da Cunha é acusada de movimentar cerca de R$ 650 mil; Os demais réus completam o montante total de R$ 1,9 milhão.

    A investigação contra Carlos Bolsonaro

    A Procuradoria-Geral de Justiça do Rio rejeitou o arquivamento da apuração contra Carlos Bolsonaro e determinou a remessa dos autos para uma nova Promotoria.

    A defesa do ex-vereador afirmou anteriormente que confiava nos funcionários e que os envolvidos demonstrariam a “fragilidade da acusação”.

    O que acontece agora?

    A Justiça determinou o prazo de 10 dias para que os sete réus apresentem defesa por escrito. Após essa fase, o juiz marcará as datas para os depoimentos das testemunhas.

    Este é mais um capítulo na longa lista de investigações que envolvem a família Bolsonaro.

    Enquanto o ex-chefe de gabinete e os outros seis ex-assessores enfrentam a Justiça, Carlos Bolsonaro — que renunciou ao mandato de vereador em dezembro de 2025 para se dedicar à pré-campanha ao Senado por Santa Catarina — segue na mira do Ministério Público.

    A defesa dos sete réus ainda não se manifestou publicamente sobre a decisão da Justiça.

    O Ministério Público do Rio segue com a investigação contra Carlos Bolsonaro, que pode ser denunciado a qualquer momento.

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