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EUA recuam em ambições de mudança de regime no Irã: Hegseth esclarece limites após strikes desastrosos

Declaração do secretário de Defesa distancia conflito da Guerra do Iraque, enfatizando operação finita e sem intenções de derrubar governo em Teerã

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Pete Hegseth
Pete Hegseth discursando no Pentágono sobre strikes no Irã / Foto: Getty Images/ABC11
RESUMO
URBS MAGNA - Progressistas por um BRASIL SOBERANO


Brasília (DF) · 02 de março de 2026

O Secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou categoricamente que os recentes ataques militares contra instalações nucleares iranianas não visam uma mudança de regime no Irã.

Esse posicionamento surge após uma operação conjunta com Israel, batizada de “Operação Fúria Épica“, que resultou em significativas baixas e destruição de alvos estratégicos, mas também em críticas por seu impacto desastroso e potencial para prolongar instabilidades regionais.

Durante uma coletiva de imprensa no Pentágono nesta segunda-feira (02/mar), Hegseth enfatizou a natureza limitada da ação. “O escopo desta operação foi intencionalmente limitado”, declarou ele, conforme reportado pela ABC News.

Ele comparou o atual confronto à Guerra do Iraque, rejeitando paralelos: “Isso não é interminável”, acrescentou, destacando que os objetivos se concentram em neutralizar ameaças nucleares e balísticas, sem ambições de ocupação prolongada ou transformação governamental.

A declaração ecoa posicionamentos anteriores da administração Trump, mas ganha relevância após os strikes de 28 de fevereiro, que mataram o líder supremo iraniano Ayatollah Ali Khamenei e dezenas de oficiais de alto escalão.

Relatos da CNN indicam que Hegseth incentivou o povo iraniano a aproveitar a “oportunidade incrível” para mudanças internas, embora insistisse: “Não buscamos guerra, mas agiremos de forma rápida e decisiva quando nossos interesses forem ameaçados”.

Essa nuance foi exclusiva da cobertura do The New York Times, que apontou contradições com falas do presidente Trump, que sugeriu uma duração de quatro a cinco semanas para as operações.

Fontes como The Wall Street Journal destacam o reverso da política externa de Trump, cuja ascensão política foi impulsionada pela fadiga americana com guerras de mudança de regime.

No entanto, os ataques de junho de 2025, sob “Operação Martelo da Meia-Noite“, já haviam sido descritos por Hegseth como não direcionados a tropas ou civis iranianos, conforme detalhado pela Fox News em 22 de junho.

Esta missão não foi e não é sobre mudança de regime”, reiterou ele naquela ocasião, abrindo canais para negociações privadas com Teerã.

O Departamento de Defesa reportou quatro baixas americanas desde o início das hostilidades, com Trump alertando para possíveis perdas adicionais.

A Associated Press observou que, apesar das negações, analistas veem os strikes como potencialmente facilitadores de uma transição no Irã, especialmente após protestos internos no início do ano.

Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



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1 comentário em “EUA recuam em ambições de mudança de regime no Irã: Hegseth esclarece limites após strikes desastrosos”

  1. Sería uma ingenuidade do Irá acreditar nesses assassinos, ja o fizeram em três ocasiões e caíram no conto das “negociações”.

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