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CPF foi associado a mandado de prisão, gerando abordagens em São Paulo – ministra Gleisi Hoffmann expressa solidariedade – SAIBA MAIS
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Brasília, 08 de junho de 2025
Um erro judicial cometido pelo Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) resultou em perseguição policial ao jornalista Leonardo Sakamoto, colunista do UOL, em São Paulo.
Um mandado de prisão, emitido em 3 de junho de 2025, contra uma mulher condenada por homicídio, continha o CPF de Sakamoto por engano, levando a duas abordagens policiais com armas apontadas.
Na manhã de sábado (7/jun), enquanto se dirigia ao estúdio do UOL News, Sakamoto foi parado duas vezes pela Polícia Militar (PM) de São Paulo.
Policiais, munidos de fuzis e pistolas, abordaram o jornalista com base no mandado registrado no Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
O CPF de Sakamoto não apresenta qualquer semelhança com o da condenada.
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, manifestou indignação no X, afirmando: “É estranho, para dizer o mínimo, que tenham usado o CPF dele na ordem de prisão de uma condenada no Paraná. Isso precisa ser reparado imediatamente. Nossa solidariedade ao Sakamoto”.
O jornalista Leonardo Sakamoto está sofrendo perseguição policial por uma inexplicável sentença da Justiça do Paraná. É estranho, para dizer o mínimo, que tenham usado o CPF dele na ordem de prisão de uma condenada no Paraná. Isso precisa ser reparado imediatamente. Nossa…
— Gleisi Hoffmann (@gleisi) June 8, 2025
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Advogados do jornalista solicitaram a correção do CPF no mandado e um habeas corpus nos tribunais do Paraná e de São Paulo.
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) de São Paulo informou que o erro partiu do sistema federal e determinou a reconfiguração do sistema policial paulista para bloquear a falha até a retificação pelo TJPR ou CNJ.
A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) cobrou apuração rigorosa do caso.
O caso expõe falhas graves no sistema judicial brasileiro, levantando questionamentos sobre a segurança de dados pessoais e a confiabilidade de registros oficiais.
A perseguição a Sakamoto gerou debates sobre a necessidade de reformas para evitar erros semelhantes, que podem comprometer a liberdade de cidadãos inocentes.
Os advogados de Sakamoto trabalham para notificar autoridades policiais em todo o Brasil sobre o erro.
O TJPR ainda não se pronunciou oficialmente, mas a expectativa é que o mandado seja corrigido com urgência.
A Abraji reforçou a importância de proteger jornalistas contra ações indevidas.












