Enquanto Bolsonaro brinca, cientistas temem 2ª onda de coronavírus, muito mais letal

01/04/2020 0 Por Dino Barsa

Sobre a ignorância reinante no Governo Bolsonaro, acredito que já se disse quase tudo. Artistas, intelectuais, políticos progressistas e até pessoas comuns, dotadas de uma boa lógica cognitiva, estão sempre produzindo bons títulos que exortam à leitura daqueles conteúdos temidos: os ‘textões’.

Jair Bolsonaro durante procnunciamento em 31 de março de 2020 / fotomontagem Et Urbs Magna

E quanto mais se discutem os riscos a que estamos expostos sob o jugo desta onda bolsonarista, mais percebemos o quanto (de quantidade mesmo) temos a perder. Atualmente, nosso presidente brinca com algo muito sério: o sars-cov-2. E é tão sério que ele ainda não percebeu que a própria direita pode derrubá-lo por isso. E, volto a dizer, é tão sério que há o risco de uma segunda onda de coronavírus; um novo surto muito mais mortal do que este.

De acordo com os cientistas, as medidas de precauções que a OMS determina a todo o planeta não podem ser atenuadas pois são importantes, não só para erradicar o mal como também para que o retorno de uma nova pandemia não se torne real.

Será preciso derrubar Bolsonaro, se o Brasil deseja seguir por um caminho em adordo com outros países e com a OMS.

Recentemente China e Coreia do Sul voltaram a registrar novos casos de COVID-19 devido ao retorno de cidadãos que estavam no exterior. Estes casos acontecem de forma importada em um cenário no qual as transmissões comunitárias “basicamente foram interrompidas”. Também pacientes que testaram negativo voltaram a testar positivo e há um relaxamento das medidas de contenção da doença.

Especialistas propõe três fatores que podem fazer novas ondas do coronavírus acontecerem:

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1) Pacientes que se recuperaram voltaram a testar positivo – Embora em pequeno número, alguns pacientes recuperados do coronavírus começaram testar positivo depois de terem resultados negativos. Dados recentes de Wuhan mostra que 5% a 10% dos pacientes que se recuperaram do coronavírus e receberam alta do hospital tiveram um resultado positivo novamente. O problema é que estes pacientes sairam da quarentena e começaram a interagir normalmente com outras pessoas, aumentando o risco de infectar mais pessoas.

2) Casos importados de coronavírus – O epicentro do coronavírus que era em Wuhan, agora está nos EUA, Itália e Espanha. Enquanto novos epicentros surgem no mundo, os locais que teoricamente venceram o vírus voltam a ter casos registrados em razão da importação do coronavírus.

3) Negligência com medidas de prevenção – Virologistas e cientistas da China, Coreia do Sul e outros países em recuperação afirmam que o maior problema nos EUA e na Europa é a falta de pessoas usando máscaras. George Gao, diretor-geral do Centro Chinês de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), afirmou “O grande erro nos EUA e na Europa, na minha opinião, é que as pessoas não estão usando máscaras. Este vírus é transmitido por gotículas e contato próximo. As gotas desempenham um papel muito importante – você precisa usar uma máscara, porque quando você fala, sempre há gotas saindo da sua boca.

A modelagem matemática sobre a pandemia realizada pelo Imperial College, no Reino Unido, sugere que as medidas de distanciamento social do país, incluindo o fechamento de escolas e universidades, podem ser necessárias por grande parte dos próximos dois anos para manter a proporção de pessoas com infecções graves por COVID-19 no hospital em níveis administráveis.

As pandemias anteriores foram caracterizadas por ondas de atividade espalhadas por meses – Uma pandemia cresce e atinge picos que são caracterizados por um grande número de casos de pessoas infectadas e de óbitos. Os picos das pandemias são momentos críticos, o rápido crescimento nos casos de doenças provoca o esgotamento dos leitos hospitalares e os recursos se tornam escassos, podemos chamar este cenário de primeira onda.

Logo após o pico, o número de casos de pessoas infectadas e os óbitos caem. Muitos acreditam que o perigo está deixando de existir.

Após uma primeira onda, o nível de atividade da doença diminua com queda no número de contágio e óbitos, levando a uma falsa sensação de controle e muito pensam que o pior já passou.

Torna-se uma árdua tarefa manter decisões restritivas e continuar com uma política de comunicação de risco que informe a população sobre o risco de outras ondas que possam ser pior que a primeira.

Um ponto crítico é que uma primeira onda teoricamente “fácil” pode provocar decisões prematuramente equivocadas, aumentando a possibilidade de outros ondas com resultados drásticos.

O que podemos aprender com a segunda e terceira onda da gripe espanhola – Em 1918 a pandemia por gripe espanhola atingiu toda a população do mundo, ela foi detectada pela primeira vez no Kansas nos Estados Unidos, foi uma primeira onda considerada leve.

Em pouco tempo os casos caíram, as mortes diminuíram e o mundo parecia respirar aliviado, em poucos meses em 1918 mesmo aconteceu uma segunda onda, muito mais letal que a primeira, matando milhões de pessoas. São recortes de jornais históricos e histórias desta segunda onda que costumamos ler e estudar.

De acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças, a gripe espanhola teve três ondas:

1) A primeira onda foi considerada mais branda, tendo sido detectada em março de 1918 no Kansas, Estados Unidos, num campo de treinamento de tropas destinadas ao front da Primeira Guerra.

2) A segunda onda aconteceu quando, depois de percorrer os continentes, retornou aos Estados Unidos em agosto, matando milhões, transformada “em algo monstruoso, parecendo-se muito pouco com o que é comumente considerado gripe”, com uma taxa de letalidade de 6% a 8%.

3) A terceira onda foi mais moderada e aconteceu no início de 1919, de fevereiro a maio daquele ano. No entanto, “nada – nem infecção, nem guerra, nem fome – jamais tinha matado tantos em tão pouco tempo.”

segunda onda gripe espanhola

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