Em ‘Jair Rousseff’, Folha avacalha Dilma ao comparar gastos de Bolsonaro

22/08/2020 1 Por Redação Urbs Magna

Texto tendencioso não menciona absolvições da ex-presidente sobre pedaladas não comprovadas e retoma discurso de seu impeachment

O jornal Folha de São Paulo traz um texto avacalhando Dilma, ao comparar os gastos do presidente Bolsonaro, o Jair Rousseff, como publicou no título, aos da ex-presidente. A Folha adverte o atual chefe do executivo sobre a possibilidade de perda do mandato por sua insistência em furar o teto de gastos, o que o próprio ministro da Economia Paulo Guedes já havia mencionado.

A Folha concorda com Guedes quando publica que a “quebra do teto seria contratar crise futura em que pobres e presidente perderiam“. O ministro é partidário de uma limitação nas despesas da União, o que confronta a opinião do presidente brasileiro que, em clara campanha antecipada para sua reeleição em 2022, tem o objetivo de extrapolar as despesas públicas.
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Para a mídia, o governo Dilma foi um “fracasso” e o editorial chegou a dizer que ela deveria ter ensinado Bolsonaro a evitar “programas redentores de obras públicas e de assistência social” – tema no qual o presidente tem mergulhado nos últimos meses, de olho no próximo pleito presidencial.

O jornal tem um texto ardiloso em que claramente pretende sufocar as lideranças de esquerda, assim como o fazem a grande maioria, apesar da existência, em sua ‘fachada’, da cor amarela, um símbolo de defesa da democracia.

Com matéria direcionada ao eleitorado brasileiro, a Folha passa longe de mencionar que a ex-presidente já foi absolvida de suas acusações quando do impeachment que abalou o Brasil.

Em um trecho do editorial, a Folha diz que Bolsonaro “tem o azar e a sorte de suceder à petista Dilma Rousseff, que levou a fórmula aos limites da capacidade do Tesouro e da lei, o que resultou na maior crise econômica em gerações e lhe custou o segundo mandato. Azar por ter herdado um governo deficitário e excessivamente endividado, com poucas opções de políticas públicas à disposição; sorte por contar com um debate mais amadurecido em torno do controle fiscal e um mecanismo de ajuste, o teto de gastos inscrito na Constituição, já em vigor”.

Mas não foi isso que aonteceu. Dilma foi xingada de “ladra”, “corrupta” e de outros adjetivos não publicáveis durante o processo que precedeu seu impeachment, mas somente até o ano de 2017 ela foi inocentada ao menos cinco vezes daquelas acusações, o que envolvem suas supostas pedaladas fiscais, além dos atos irregulares na compra da refinaria de Pasadena pela Petrobras, em 2006, que por pouco não entrou na composição do texto para seu impedimento de governabilidade.

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