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    Desemprego cai a 5,4% no 2º trimestre e atinge menor nível da história para o período

    — calculando —
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    Lula em meio ao povo

    📷 O Presidente da República Federativa do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva durante agenda em meio ao povo |•| Foto: Ricardo Stuckert / PR |•| URBS MAGNA

    RESUMO
    URBS MAGNA

    | Brasília (DF)
    30 de julho de 2026

    A economia brasileira encerrou o primeiro semestre de 2026 com um feito histórico: a taxa de desemprego recuou para 5,4% no trimestre encerrado em junho, o menor patamar já registrado para um segundo trimestre desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), em 2012.

    Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e mostram um mercado de trabalho aquecido, mas com contradições que acendem alertas.

    O resultado ficou em linha com as expectativas do mercado financeiro, que projetava uma taxa de 5,4%, segundo a agência Bloomberg.

    O índice representa uma queda significativa em relação ao trimestre anterior, quando o desemprego estava em 6,1%, e também na comparação com o mesmo período de 2025, que foi de 5,8%.

    No trimestre móvel encerrado em maio, a taxa já havia sinalizado essa tendência, registrando 5,6%.

    O número de pessoas ocupadas no país alcançou um recorde de 103,1 milhões, um acréscimo de 1,081 milhão de trabalhadores em relação aos três meses anteriores.

    O contingente de desempregados, por sua vez, caiu para 5,9 milhões — uma redução de 10,9% (718 mil pessoas) na comparação com o trimestre de janeiro a março.

    “O mercado está se arrumando para o segundo semestre”, afirmou William Kratochwill, analista do IBGE, ao Valor Econômico e à Folha de S.Paulo, atribuindo a queda a um maior dinamismo nas contratações.

    Esse movimento foi puxado especialmente pela geração de vagas nos setores de administração pública, educação e saúde, com um acréscimo de 489 mil ocupados, e em transporte, armazenagem e correio, com mais 235 mil postos de trabalho.

    Renda média e a qualidade do emprego

    Embora os números de emprego sejam positivos, um ponto crucial preocupa economistas. A renda média real do trabalhador caiu para R$ 3.738 no segundo trimestre, uma queda de 1,5% em relação ao trimestre anterior.

    O IBGE considera que essa variação está dentro da margem de estabilidade da pesquisa, sem significância estatística, mas a queda é um sinal de que a qualidade dos empregos gerados pode estar diminuindo.

    “De modo geral, vemos um mercado de trabalho ainda muito robusto, mas com sinais de moderação, apresentando menor dinamismo, reflexo, na nossa visão, do estoque de aperto monetário dos últimos anos”, afirmou André Valério, economista sênior do Banco Inter, ao InfoMoney.

    Kratochwill, do IBGE, também sugeriu que a contratação de trabalhadores com menos instrução pode estar puxando a média dos rendimentos para baixo. Isso indica que, apesar da queda do desemprego, a geração de vagas ainda está concentrada em ocupações de menor remuneração, o que desafia a percepção de que o mercado está plenamente recuperado.

    O cenário e as perspectivas

    O resultado, embora histórico, não representa o menor patamar de desemprego já visto no Brasil. O recorde absoluto da série histórica da PNAD Contínua permanece sendo os 5,1% registrados no último trimestre de 2025.

    Analistas apontam que o desemprego baixo é uma combinação de fatores, como o desempenho positivo da atividade econômica dos últimos anos e as medidas de estímulo do governo Lula (PT) às vésperas das eleições de outubro.

    Além disso, a mudança demográfica do país, com o envelhecimento da população, tende a reduzir o número de pessoas em busca de trabalho, o que também impacta a taxa de desemprego.

    O desafio futuro, porém, é manter o pleno emprego enquanto a economia nacional enfrenta uma possível desaceleração e mantém uma política monetária restritiva.

    Até o momento, o governo não se manifestou oficialmente sobre os dados do IBGE.

    O mercado financeiro avalia o impacto da queda da renda e a manutenção do pleno emprego para as decisões de política monetária.



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