Português Inglês Irlandês Alemão Sueco Espanhol Francês Japonês Chinês Russo
Avançar para o conteúdo

    Deputado no RJ usava merenda escolar para lavar dinheiro com postos de gasolina, diz PF

    Preso na quarta fase da operação Unha e Carne, Thiago Rangel é acusado de comandar esquema que desviava verba de obras. Investigação partiu do celular de aliado preso

    Deputado Thiago Rangel preso pela PF

    O deputado Thiago Rangel foi preso pela PF após investigações que mostraram a manipulação de contratações em escolas estaduais ligadas à Diretoria Regional Noroeste da Seeduc, beneficiando empresas do esquema. Os acusados podem enfrentar charges por organização criminosa, peculato, fraude à licitação e lavagem de dinheiro / Imagem divulgação

    Brasília (DF) 05 de maio de 2026

    Polícia Federal (PF) prendeu na manhã de terça-feira (5 de maio) o deputado estadual Thiago Rangel (Avante) no âmbito da quarta fase da Operação Unha e Carne.

    A ação, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), aponta a existência de uma sofisticada organização criminosa instalada na Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro (Seeduc), responsável por desviar recursos públicos destinados à compra de materiais e à execução de obras em escolas da rede estadual, segundo informações da GloboNews.

    A prisão de Rangel aprofunda as investigações sobre a promiscuidade entre o poder público e o crime organizado no estado.

    A nova etapa da operação foca no núcleo financeiro do esquema, revelando como o dinheiro da merenda escolar e das reformas era “limpo”.

    O esquema de direcionamento e lavagem

    Segundo os autos, as fraudes ocorriam por meio do direcionamento de contratações.

    As escolas vinculadas à Diretoria Regional Noroeste da Seeduc , considerada pela PF como zona de influência política do parlamentar, eram instruídas a contratar empresas previamente selecionadas pelo grupo criminoso.

    Polícia Federal detalhou que, após o pagamento fraudulento com recursos públicos, os valores eram sacados ou transferidos para empresas de fachada.

    Parte considerável deste montante, no entanto, era depositada em contas de uma rede de postos de combustíveis administrada pelo líder da organização.

    Segundo a investigação, o dinheiro sujo era misturado ao faturamento lícito dos postos, dificultando o rastreamento — técnica conhecida como “lavagem de dinheiro”.

    “As apurações revelaram um esquema de direcionamento das contratações realizadas por escolas estaduais vinculadas à Diretoria Regional Noroeste da Seeduc para empresas previamente selecionadas e vinculadas à organização criminosa investigada”, informou a PF em nota oficial.

    Histórico e desdobramentos da Operação Unha e Carne

    A Operação Unha e Carne não é nova. Sua primeira fase, deflagrada em dezembro de 2025, resultou na prisão do então presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) , Rodrigo Bacellar (União Brasil), investigado por vazar informações sigilosas de operações policiais para o Comando Vermelho (CV).

    A atual etapa é um desdobramento direto da análise de mídias apreendidas no celular de Bacellar.

    Conteúdos extraídos do aparelho levaram os investigadores a Thiago Rangel.

    A suspeita é que a organização atuava em duas frentes: uma ligada à segurança pública (vazamentos) e outra ligada à sangria dos cofres da educação.

    Esta não é a primeira vez que Rangel é alvo da Polícia Federal. Em outubro de 2024, ele já havia sido investigado na Operação Posto de Midas, que apontava um salto patrimonial incompatível — de R$ 224 mil para R$ 1,9 milhão — e a suspeita de uso da mesma rede de postos para ocultar dinheiro desviado de licitações.

    Repercussão e próximos passos

    Além do deputado, a PF cumpre sete mandados de prisão preventiva e 23 de busca e apreensão nas cidades do Rio de JaneiroCampos dos GoytacazesMiracema e Bom Jesus do Itabapoana.

    Os investigados responderão por organização criminosa, peculato, fraude à licitação e lavagem de dinheiro.

    A Alerj afirmou, por meio de nota, que está “à disposição das instituições da República no que for necessário para colaborar no esclarecimento dos fatos”.

    Já a Secretaria de Educação informou que instaurou uma revisão administrativa para reavaliar todos os contratos de manutenção e pequenos reparos, estabelecendo um teto de R$ 130 mil para intervenções que não exijam licitação complexa.

    A defesa de Thiago Rangel ainda não se manifestou publicamente sobre os fatos.

    FAQ – Rápido

    O que é a Operação Unha e Carne?
    É uma investigação da Polícia Federal que começou apurando vazamento de informações para o Comando Vermelho e se desdobrou para investigar fraudes bilionárias na Secretaria de Educação do RJ.

    Como Thiago Rangel lavava o dinheiro?
    Segundo a PF, ele usava uma rede de postos de combustíveis de sua influência. O dinheiro público desviado era depositado nas contas dos postos e misturado ao faturamento legítimo para ocultar a origem criminosa.

    Além de Rangel, quem mais foi preso nesta fase da operação?
    A PF não divulgou todos os nomes, mas confirmou que, ao todo, sete mandados de prisão preventiva estão sendo cumpridos em cidades do interior do Rio de Janeiro.



    SIGA NAS REDES SOCIAIS




    Compartilhe via botões abaixo:

    Comente com moderação

    🗣️💬

    Discover more from Urbs Magna

    Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

    Continue reading