Pedido de reconsideração após fixação em 18 de março revela conflito de agenda de Beattie e polariza redes com apoio bolsonarista versus alerta petista
Brasília (DF) · 11 de março de 2026
A defesa de Jair Bolsonaro (PL) solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, que reconsidere a data autorizada para a visita de Darren Beattie, assessor sênior do Departamento de Estado dos Estados Unidos no governo Donald Trump.
Conforme noticiou o g1, o encontro ocorrerá no Complexo da Papuda — conhecido como Papudinha —, em Brasília, no dia 18 de março, das 8h às 10h, dentro do horário regular de visitas e com intérprete.
Os advogados argumentam que a data é inviável por incompatibilidade com a agenda oficial restrita de Beattie no Brasil e pedem excepcionalidade para 16 de março, à tarde, ou 17 de março, pela manhã ou à tarde.
O requerimento de reconsideração foi protocolado nesta quarta-feira (11/mar).
A Folha de S.Paulo informou que Moraes já havia fixado o encontro regular, registrando que “os visitantes devem se adequar ao regime legal do estabelecimento prisional e não o contrário”.
A CNN Brasil confirmou a mesma decisão inicial, sem alterações até o momento.
Publicações nos Estados Unidos limitaram-se a coberturas de agências.
A Reuters e a Al Jazeera destacaram o pedido da defesa, mencionando o histórico de críticas de Beattie ao STF e ao ministro Alexandre de Moraes.
A repercussão no mundo, fora dos Estados Unidos, também foi pontual com o caso sendo tratado como sinal de tensão diplomática entre o bolsonarismo e o Judiciário brasileiro.
Nas redes sociais, o tema gerou polarização imediata, com bolsonaristas celebrando o episódio como respaldo internacional, com publicações que afirmam “Trump desfere um golpe direto na perseguição judicial no Brasil com a visita oficial de Darren Beattie”.
Já lulistas, petistas, esquerdistas e progressistas expressam preocupação, descrevendo Beattie como “um dos grandes ideólogos da extrema-direita” que fez críticas duras ao ministro Alexandre de Moraes.
Soberanistas acompanham o caso como possível pressão externa sobre a soberania nacional.

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