Editorial do Correio Braziliense argumenta sobre “terrorismo” e anula texto tendencioso do Estadão sobre ministros do STF, especialmente Moraes, estarem ultrapassando competências ao tentar conter projetos de anistia que podem beneficiar Bolsonaro
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O caso de Francisco Wanderley Luiz, que tentou assassinar o ministro Alexandre de Moraes, ainda não está encerrado, sendo necessário investigar suas conexões com grupos de extrema-direita e sua participação na invasão do Palácio do Planalto e do Congresso. É crucial evitar qualquer medida que minimize a gravidade das ameaças ao Estado Democrático de Direito, como a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, defende o editorial do Correio Braziliense, neste sábado (16/11), em detrimento da opinião do Estadão.
O jornal O Estado de S. Paulo atacou o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) devido às suas falas, após as explosões de quarta-feira (13/11), em frente à Casa onde atua sob constante ameaça, contra os projetos de anistia , que tramitam no Congresso, para beneficiar bolsonaristas golpistas, mas que podem ser extensíveis ao próprio ex-presidente inelegível até 2030, Jair Bolsonaro (PL).
Segundo o Correio, “desde antes das eleições de 2022, o STF vem sendo alvo de ataques nas redes sociais, e seus integrantes e respectivos familiares ameaçados. São, em média, três intimidações por dia, o que provocou a abertura de ofício do inquérito que investiga as fake news e os acontecimentos de 8 de Janeiro, sob responsabilidade do ministro Moraes“. O texto lembra que a PF (Polícia Federal) tem conhecimento da atuação de “grupos violentos de extrema-direita“, que “permanecem ativos e estimulam ações tresloucadas, como a praticada por Wanderley Luiz“, o Tiu França.
O editorialista do Correio Braziliense diz que o presidente do STF, Luís Roberto Barroso, “tem razão ao deixar claro que esse é o mais novo episódio de uma sequência de ataques às instituições da República — sobretudo ao Poder Judiciário — e à democracia. E o ministro acerta mais ainda a exortar a volta da civilidade no debate político“, quando diz: ‘Onde foi que nos perdemos nesse mundo de ódio, intolerância e golpismo? (…) Mais do que procurar os inspiradores dessa mudança na alma nacional, o que nós precisamos é fazer o caminho de volta à civilidade, ao respeito mútuo‘.
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O Correio classifica como “aula magna” a oratória de Alexandre de Moraes no Conselho Nacional do Ministério Público (assista no vídeo abaixo), imediatamente após o atentado, quando o magistrado “apontou as explosões como o atentado mais grave à Corte desde o 8 de janeiro de 2023“, acertando em destacar “a necessidade de pacificação do país, mas defendeu que isso não será feito perdoando os condenados“, O jornal de Brasília transcreve a fala do ministro: Não existe a possibilidade de pacificação com anistia a criminosos‘.
@urbs.magna Alexandre de Moraes – CNMP
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O editorialista do Correio Braziliense defende que a atuação de Moraes e sua recente fala “não se trata de perseguição a determinado grupo político ou de exageros condenatórios a grupos de pessoas indefesas” e que, “apesar de nenhum dos criminosos terem a pena imputada a partir de terrorismo, o que impossibilitaria um pedido de anistia, segundo a Constitutição Federal, o episódio desta semana é um sinal claro de que as tentativas de ameaça à democracia não arrefeceram e de que qualquer articulação para suavizar as punições aplicadas aos golpistas pode ser um combustível para episódios com desfechos piores“.
O jornal brasiliense diz também que Gilmar Mendes avaliou muito bem ao afirmar que o atentado de quarta-feira não é um fato isolado: O decano disse, conforme transcreveu o Correio Brraziliense, que “a ideologia rasteira que inspirou a tentativa de golpe de Estado não surgiu subitamente. Pelo contrário. O discurso de ódio, o fanatismo político e a indústria de desinformação foram largamente estimulados pelo governo anterior“.
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O editorial sensato do Correio Braziliense finaliza afirmando que, “há poucas semanas, com o resultado das eleições municipais, ganhou força a perspectiva de que a polarização acirrada começava a perder força no país. As explosões no centro do poder da capital federal e os seus desdobramentos, além de colocarem em xeque essa leitura, são sinais claros de que o rigor da lei é imprescindível para conter os extremistas“.
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