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    RESUMO
    URBS MAGNA


    Brasília (DF)
    22 de setembro de 2026

    O presidente nacional do PT, Edinho Silva, trata a reta final da campanha como disputa contra o que chama de projeto associado a milícias e convoca a militância para nova mobilização nacional no sábado (27/set), a sete dias do primeiro turno.

    O calendário foi descrito pelo Metrópoles na sexta-feira (18/set): depois da ação de segunda-feira (21/set), sob o lema “13 dias para o 13”, o partido prevê outro dia nacional de rua no dia 27. O primeiro turno das eleições 2026 está marcado para 4 de outubro, segundo o TSE.

    Edinho Silva, eleito presidente nacional do partido no PED 2025, afirmou em 13 de setembro, em live com Luiz Inácio Lula da Silva, que o Brasil “não quer ser comandado por milícia”.

    “Primeiro, dizer que o Brasil não quer ser comandado por milícia. Nós não queremos ser comandados por milícia. Nós não queremos ninguém que tenha vínculo com as milícias mandando no Brasil”, declarou, segundo o Correio Braziliense.

    Na mesma transmissão, o dirigente apresentou a mobilização daquele domingo como início da reta final e disse que a eleição define “qual Brasil que nós vamos construir para as próximas décadas”.

    Em publicações próprias, Edinho repetiu o recado. No sábado, 12 de setembro, escreveu que “o Brasil não pode ser entregue para miliciano”. Em 14 de setembro, após plenária no Rio, afirmou que o estado deve “dar o exemplo de que o Brasil não quer um governo comandado por quem apoia miliciano”. Em 17 de setembro, voltou a dizer que “o povo brasileiro não quer a milícia dominando o Brasil”.

    O CALENDÁRIO DE RUA ATÉ 4 DE OUTUBRO

    A coluna do Metrópoles atribuiu o reforço das ruas a uma cobrança de Lula para intensificar a campanha. Não reproduziu, nessa matéria, declaração textual de Edinho sobre o dia 27.

    A sequência descrita é esta:

    • 13 de setembro: jornada nacional já realizada;
    • 21 de setembro: mobilização “13 dias para o 13”;
    • 27 de setembro: nova mobilização nacional;
    • véspera do pleito: “blitz” de rua com contato direto com eleitores.

    No domingo 13 de setembro, o site do PT registrou 1.120 atividades em pelo menos 130 municípios, pela coligação “Brasil Pronto Pra Mais”. Em São Paulo, mesmo com chuva, Edinho esteve na Avenida Paulista com Fernando Haddad, Geraldo Alckmin e Luiz Marinho. No Rio, Benedita da Silva liderou cortejo em Copacabana e pediu “tirar o estado das mãos do crime organizado”.

    A COBRANÇA DE LULA E A RESPOSTA DE FLÁVIO

    Na sexta-feira (18/set), em entrevista à Rádio Tupi, no Rio, Lula afirmou haver “um candidato a presidente que é ligado aos milicianos do Rio de Janeiro” e que “tem muita gente da família Bolsonaro metida com os milicianos neste país”. A fala foi registrada por g1, Valor e Metrópoles.

    Lula não apresentou, na entrevista, documento ou decisão judicial que comprove o vínculo. Veículos trataram a frase como referência a Flávio Bolsonaro (PL), principal adversário na disputa presidencial.

    Flávio respondeu ao Metrópoles: “Vou declarar PCC, Comando Vermelho e milícias como grupos terroristas. Lula está gagá”. O plano de governo do senador no TSE, citado pela mesma reportagem, prevê declarar “PCC, CV, milícias e todas as outras facções” como “organizações narcoterroristas”.

    ANTECEDENTES QUE PESAM NO RIO

    O tema milícia não é novo na disputa fluminense nem no vocabulário petista. Em junho, segundo o Valor, o vice-presidente do TSE, André Mendonça, determinou a remoção de publicações que associavam Flávio a organizações criminosas e milícias.

    A reportagem do site Vermelho retomou um fato histórico distinto da eleição atual: quando deputado estadual, Flávio concedeu a Medalha Tiradentes a Adriano Magalhães da Nóbrega, e parentes do miliciano chegaram a ser assessores na Alerj. Essa informação circula há anos na cobertura sobre o clã Bolsonaro no Rio; não equivale, por si só, a prova de comando atual de milícia sobre a campanha presidencial.

    Paralelamente, o Ministério Público Eleitoral do Rio passou a opinar contra o registro de Antonio Rueda (União Brasil) a deputado federal, por suposto benefício de estrutura miliciana na Baixada Fluminense, conforme o Valor na segunda-feira (21/set). O caso é proporcional e não se confunde com a chapa presidencial.

    O QUE ESTÁ EM JOGO ATÉ O DIA 27

    Faltam 12 dias para o primeiro turno. A direção do PT aposta em volume de rua, conversa “olho no olho” e repetição da tese de que a eleição escolhe o tipo de poder que ocupará o Estado.

    A análise aponta que o partido uniu três peças distintas em um só recado de campanha: o calendário de mobilização, a acusação de Lula no Rio e o vocabulário de Edinho contra “governo de milícias”. Cada uma dessas peças tem fonte. A fusão delas em um único fato jurídico não foi demonstrada.

    Do outro lado, Flávio desloca o debate para segurança pública e promete tratar milícias e facções como terrorismo. A resposta não enfrenta o histórico fluminense ponto a ponto; troca a acusação por uma proposta de enquadramento penal mais duro.

    FAQ Rápido

    O que o PT marcou para o dia 27?
    Uma nova mobilização nacional de rua, segundo o Metrópoles, na sequência da ação de 21 de setembro e a sete dias do primeiro turno de 4 de outubro.

    O presidente do PT afirmou que o Brasil seria governado por milícia?
    Não. Edinho Silva disse que o país “não quer ser comandado por milícia” e que não quer “ninguém que tenha vínculo com as milícias mandando no Brasil”. Trata-se de declaração política, não de sentença judicial.

    O que pode acontecer agora?
    Até 4 de outubro, o PT pretende manter atos de rua e uma “blitz” na véspera. A campanha de Flávio Bolsonaro deve seguir o eixo de segurança. Eventuais decisões do TSE ou do Ministério Público Eleitoral sobre registros e propaganda podem alterar o ambiente da disputa, mas não há desfecho judicial confirmado sobre as acusações presidenciais de 18 de setembro.

     



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