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    RESUMO
    URBS MAGNA


    Brasília (DF)
    18 de outubro de 2026

    A coligação Brasil Pronto Pra Mais, que apoia a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), protocolou no sábado (17/out) pedido de providências no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que eleitores com locais de votação alterados recebam avisos individuais e tenham condições adequadas de deslocamento no segundo turno, marcado para 25 de outubro, segundo o Brasil 247.

    Lula, PT e urna eletrônica – Eleições 2026

    TSE altera 4.352 locais de votação no 2º turno: confira já e evite congestionamento digital

    Segundo levantamento anexado à petição e baseado no painel oficial do TSE consultado no mesmo dia, 4.864 seções eleitorais em 23 estados tiveram endereços modificados, afetando cerca de 1,8 milhão de eleitores em 664 municípios e 546 zonas eleitorais. O processo, registrado como Petição Cível 0603126-92, foi dirigido ao presidente do TSE, ministro Nunes Marques, e distribuído à ministra Estela Aranha, de acordo com o Brasil 247.

    O QUE A COLIGAÇÃO PEDE EXATAMENTE?

    A petição solicita que o TSE oriente os tribunais regionais a publicar, em até 48 horas, uma lista consolidada das mudanças, com municípios, zonas, seções, endereços antigos e novos. Também pede o envio de avisos individuais aos eleitores afetados por meio do aplicativo e-Título, SMS, WhatsApp ou e-mail, além de campanhas informativas nas áreas atingidas, incluindo espaços de rádio e televisão da Justiça Eleitoral.

    Outras medidas incluem a instalação de cartazes e faixas nos antigos locais de votação, a presença de equipes de orientação no dia da votação e a articulação com as prefeituras para oferta de transporte gratuito até os novos endereços, com atenção especial a idosos, pessoas com deficiência e cidadãos com mobilidade reduzida.

    IMPORTANTE: A coligação afirma que não questiona a legitimidade das transferências de seções, reconhecendo que a proteção do processo eleitoral contra a atuação de facções criminosas e milícias é um objetivo comum. A contestação se concentra na forma de comunicação das alterações.

    POR QUE O PEDIDO IMPORTA PARA O SEGUNDO TURNO?

    A coligação argumenta que a ausência de comunicação direta pode dificultar o acesso às urnas, especialmente entre idosos, pessoas com deficiência e moradores de regiões com acesso limitado à internet. “A ausência de comunicação direta pode dificultar o acesso às urnas e prejudicar o exercício do voto, sobretudo entre idosos, pessoas com deficiência e moradores de regiões com acesso limitado à internet”, diz a petição.

    No primeiro turno, a abstenção nacional foi de 21%, equivalente a 33,4 milhões de eleitores — o maior percentual desde 1998. No Rio de Janeiro, onde houve petição anterior da mesma coligação ao TRE-RJ, 277 locais foram alterados em relação a 2024, afetando cerca de 670 mil eleitores. No Complexo da Maré, 52% dos eleitores precisaram votar fora das favelas onde moram, e a abstenção na região chegou a 28,46%, segundo a TVT News.

    COMO OS TRIBUNAIS TÊM COMUNICADO AS MUDANÇAS?

    Em diferentes estados, a divulgação ficou restrita a sites dos tribunais e redes sociais, transferindo a responsabilidade de verificação ao eleitor. O TRE de Minas Gerais, por exemplo, enviou mensagens individualizadas pelo WhatsApp a 81.511 eleitores em 3 de outubro, informando nome, endereço novo, zona e seção. A coligação cita esse modelo como experiência viável de comunicação direta.

    Dados oficiais do TSE, divulgados em reportagens, apontam números menores: cerca de 4.352 seções alteradas, afetando aproximadamente 590 mil a 592 mil eleitores. As mudanças teriam ocorrido por motivos como reformas de última hora, melhorias de acessibilidade e danos provocados por chuvas e ventos. O tribunal recomenda consulta prévia pelo aplicativo e-Título ou pelo Autoatendimento Eleitoral no portal oficial, de acordo com a Folha de S.Paulo.

    A análise aponta que a diferença entre os números oficiais e os apresentados na petição reforça a necessidade de transparência rápida e padronizada sobre as alterações, sobretudo em um cenário de segundo turno apertado e com histórico recente de abstenção elevada em comunidades periféricas.

    O QUE ACONTECE AGORA?

    O segundo turno ocorre em 25 de outubro, das 8h às 17h. O transporte público coletivo urbano e metropolitano deve ser gratuito nos dias de votação, conforme resolução do TSE, mas a coligação pede reforço específico para os casos de mudança de endereço. Até o momento da publicação desta matéria, não havia registro de resposta formal do TSE ao pedido protocolado no sábado.

    FAQ Rápido

    Quantos eleitores foram afetados pelas mudanças de local?
    Segundo o levantamento anexado à petição da coligação, cerca de 1,8 milhão. Dados oficiais do TSE apontam números próximos a 590 mil eleitores em cerca de 4,3 mil seções.

    A coligação contesta as transferências de seções?
    Não. O pedido se concentra na comunicação e no acesso, especialmente para idosos e pessoas com mobilidade reduzida.

    Como o eleitor confere se o local mudou?
    Pelo aplicativo e-Título ou pelo Autoatendimento Eleitoral no site do TSE, informando título, CPF ou nome, além de data de nascimento e nome da mãe.


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