Ciro Nogueira oferece cargos e verbas para quem retirar assinatura do documento que pede CPI do MEC

Bolsonaro e governistas estão apavorados com a possibilidade de uma comissão e, na prática, serve como confissão de que há mesmo sujeira

Um pedido de instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito que deve investigar as denúncias de corrupção e tráfico de influência no Ministério da Educação, assinado por 31 senadores, quatro a mais do que o mínimo necessário para que o requerimento pudesse ser protocolado, foi entregue pelo líder da oposição no Senado, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) na terça-feira (28/6).

Contudo, quem já assinou ainda pode retirar seu nome do documento e, para tentar impedir a abertura da CPI, o ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, tem dado seus telefonemas, com a promessa de liberar cargos e verbas, em troca da retirada de assinaturas.

A articulação confirma que o governo tem medo da comissão e, na prática, serve como confissão de que há mesmo sujeira no MEC, escreve Felipe Moura Brasil, no UOL.

Em apenas dois dias, logo após a prisão do ex-ministro Milton Ribeiro, o governo Bolsonaro liberou 3,2 bilhões de reais do orçamento secreto, o mecanismo bolsonarista de compra de apoio e blindagem parlamentar, ou seja, o mensalão institucionalizado.

A CPI chega em um momento de urgência, em que várias circunstâncias obrigam os parlamentares a abrir uma outra frente de investigação de elementos bastante comprometedores, em um cenário em que não havia garantia de que ela avançaria sozinha, já que o próprio delegado responsável pelo caso denunciou que houve interferência na Polícia Federal com o objetivo de blindar o governo Bolsonaro.

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