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    Ciro Nogueira rebate PF: “Tentam me parar porque lidero pesquisas” — PF aponta mesada de R$ 500 mil paga por Vorcaro

    — calculando —
    Ciro Nogueira e Daniel Vorcaro em jatinho

    📷 Imagem encontrada no celular de Vorcaro mostra viagem do ex-banqueiro hoje preso com o senador Ciro Nogueira em jatinho / Foto reprodução via Estadão[digital remaster upscaling photo]

    RESUMO
    URBS MAGNA

    | Brasília (DF)
    17 de junho de 2026

    O senador Ciro Nogueira (PP-PI) divulgou nota em suas redes sociais logo após a deflagração da 5ª fase da Operação Compliance Zero, em 7 de maio de 2026.

    Na mensagem, ele afirmou: “Todo ano político é a mesma coisa. Tentam parar de todas as formas quem lidera as pesquisas de intenção de votos.”

    Em seguida, questionou: “Na primeira tentativa de me parar, o devido processo legal apurou as ilações e mentiras contra mim e ficou comprovada a minha inocência. Mas fica uma pergunta: quem devolve a honra de uma pessoa depois de um ataque tão maligno e sem fundamentos como esse?”

    Na manifestação, Ciro Nogueira enfatiza a importância do devido processo legal e da presunção de inocência como fundamentos essenciais da democracia brasileira.

    Ele apresenta a operação como mais uma tentativa recorrente de atingir lideranças políticas por meio de investigações, destacando que ataques sem comprovação podem abalar a reputação de forma irreversível.

    Os documentos da Polícia Federal apresentados ao ministro André Mendonça, do STF, traçam um cenário distinto.

    A corporação reuniu indícios de que Daniel Vorcaro, controlador do extinto Banco Master, mantinha com o senador um arranjo marcado por benefícios mútuos que extrapolavam relações de mera amizade.

    A PF identificou pagamentos mensais recorrentes que variaram entre R$ 300 mil e R$ 500 mil, canalizados por meio de empresas ligadas às famílias.

    Diálogos interceptados mostram questionamentos sobre o valor da “mesada”, com menções explícitas a “500k” e “300k”.

    Além disso, Vorcaro teria custeado viagens internacionais de luxo, voos em jatinhos privados, hospedagens em hotéis de alto padrão (inclusive suítes em Lisboa) e outras despesas pessoais de Ciro Nogueira.

    Um dos pontos centrais da investigação é a Emenda nº 11 à PEC nº 65/2023, apelidada no mercado de “Emenda Master”.

    Segundo a PF, o texto foi redigido pela equipe do Banco Master e entregue em envelope na residência do senador, que o apresentou ao Congresso em agosto de 2024.

    A emenda ampliava a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por depositante.

    Interlocutores de Vorcaro celebraram o resultado, afirmando que a emenda “saiu exatamente como mandei” e que poderia “sextuplicar” os negócios do banco.

    A Polícia Federal concluiu que os elementos coletados indicam “arranjo funcional e instrumentalmente orientado para obtenção de benefícios mútuos”.

    O ministro André Mendonça autorizou buscas e apreensões contra Ciro Nogueira, determinou que ele não mantenha contato com outros investigados e impôs outras medidas cautelares.

    Em 16 de junho, a PF enviou novo relatório ao STF com imagens que reforçam a proximidade entre os dois, incluindo a foto de Ciro Nogueira e Daniel Vorcaro abraçados na neve em Courchevel.

    Ciro Nogueira e sua defesa negam qualquer irregularidade e afirmam que o parlamentar está à disposição da Justiça para esclarecimentos.

    O caso permanece em fase de investigação, sem denúncia formal oferecida até o momento.

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