Todos em momentos de descontração, segundo parlamentares que acessaram o material
Brasília (DF) · 17 de março de 2026
O conteúdo sigiloso do celular de Daniel Vorcaro, armazenado em sala-cofre da CPMI do INSS no Congresso Nacional, impressionou integrantes da comissão.
Segundo ao menos dois parlamentares que tiveram acesso ao material, o aparelho reúne “vídeos íntimos do dono do Banco Master e fotos de caciques políticos em momentos de descontração”, conforme revelou a coluna de Metrópoles.
A maioria dos políticos retratados pertence a partidos do Centrão e mantinha relação próxima com o banqueiro.
Essa revelação ocorreu dias antes de o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, determinar o bloqueio imediato de qualquer consulta ao material.
Em decisão publicada na segunda-feira (16/mar), Mendonça ordenou que a Polícia Federal retire todos os equipamentos da sala-cofre para realizar nova separação dos dados, isolando o que diz respeito exclusivamente à vida privada de Daniel Vorcaro.
A medida visa preservar o sigilo em relação a aspectos da intimidade, sem comprometer a apuração de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social.
O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana, confirmou ao programa Roda Viva que o material inclui “vídeos íntimos e assuntos particulares” e concordou com a proteção.
“Não me interessa vídeo íntimo. O que interessa para o aposentado brasileiro é: onde foi parar o dinheiro?”, declarou Viana, reforçando o foco na transparência das investigações que envolvem o Banco Master.
A restrição de acesso à sala-cofre já havia sido adotada internamente pela comissão para evitar vazamentos, com proibição de entrada de aparelhos celulares e uso de detector de metais.
Parlamentares e assessores só consultavam o conteúdo sob rígido controle.
O equilíbrio entre o direito à privacidade e o dever de investigar esquemas que prejudicam aposentados reflete princípios fundamentais da justiça e da democracia, garantindo que a busca pela verdade não se transforme em exposição indevida.
A decisão de Mendonça também atende a protestos da defesa de Daniel Vorcaro, que busca proteger dados pessoais alheios ao escândalo.
Enquanto a CPMI do INSS continua seus trabalhos, a separação dos arquivos pela Polícia Federal permitirá que provas relevantes cheguem à comissão sem violar direitos individuais.

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Pois é se tivesse alguma figura de esquerda, por menor importância que tivesse, seriai um “Deus nos acuda”….Vida que segue, com a pilantragem a todo vapor.
Se a investigação não for seletiva, não sobrará nenhum deputado do centrão, PL, enfim, os defensores do bolsonarismo adoram dinheiro público