Português Inglês Irlandês Alemão Sueco Espanhol Francês Japonês Chinês Russo
Avançar para o conteúdo

Só “pizza” salva Flávio, diz colunista da Folha prevendo “vida difícil” após investigação pegar Ciro Nogueira

Celso Rocha de Barros revela como operação da PF contra presidente do PP expõe rede de doações e emendas que ameaça aliados da direita nas eleições de 2026

Senador Flávio Bolsonaro após visita ao pai na sede da PF em Brasília

O senador Flávio Bolsonaro após visita ao pai, na sede da PF, em Brasília |15.1.2026| Foto: Adriano Machado / Reuters

RESUMO
URBS MAGNA

| Brasília (DF)
09 de maio de 2026

Em uma análise que mistura tom de bastidor político e ironia, o sociólogo e servidor federal Celso Rocha de Barros, colunista da Folha de S.Paulo, afirma que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) enfrentará uma "vida difícil" nos próximos meses, caso avancem as investigações sobre o Banco Master que pegaram Ciro Nogueira esta semana.

O alerta é o eixo central da coluna intitulada "Só a pizza salva Flávio", publicada neste sábado (9/mai). Ou seja: se evidências encontradas não forem relevadas, tudo pode acabar em pizza.

De acordo com a Polícia Federal, o ex-ministro da Casa Civil Ciro Nogueira (PP-PI), considerado por Flávio como "vice dos sonhos" pela fidelidade a Jair Bolsonaro, é apontado como beneficiário de pagamentos do Banco Master.

O suposto crime teria sido a articulação de uma emenda à Constituição que, na prática, "daria sobrevida à ciranda do Master, com custos incalculáveis para a economia brasileira", escreve o colunista da Folha.

"Segundo a PF, ela foi escrita no Banco Master e entregue a Ciro em um envelope para ser apresentada ao Congresso. A 'Emenda Master' elevava a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito para quem perdesse dinheiro com banco quebrado, de R$ 250 mil para R$ 1 milhão", escreve Celso Rocha de Barros.

"Ou seja, o que Ciro Nogueira fez, a mando de Daniel Vorcaro, foi tentar aumentar o seguro que eu e você pagaríamos a quem continuasse investindo no Master quando já estava claro que o banco era bichado."

A coluna amplia o escopo da investigação ao citar o deputado Filipe Barros (PL-PR) , que apresentou projeto de lei idêntico (PL 4395/2024) e hoje é candidato a senador na chapa de Sergio Moro, com apoio de Flávio Bolsonaro.

Filipe Barros, lembra o articulista, "pediu intervenção militar no Congresso Nacional em 30 de novembro de 2022".

O efeito dominó no bolsonarismo

Celso Rocha de Barros aponta que o cerco do Banco Master atinge praticamente todos os nichos da direita brasileira, incluindo o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Após a operação da PF, um evento em que o PP anunciaria apoio público a Tarcísio foi cancelado. O presidente do PP é justamente Ciro Nogueira.

"Se as investigações forem até o fim, Tarcísio também vai ter que cancelar eventos com o PL, com o União Brasil e com seu próprio partido, o Republicanos, porque está todo mundo no rolo", afirma o colunista.

O articulista ainda recorda que o principal doador da campanha de Tarcísio em 2022 foi Fabiano Zettel, cunhado e operador político de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.

E vai além: Jair Bolsonaro, segundo a coluna, "recebeu a maior doação eleitoral do ecossistema Master encontrada até agora".

"Terá que parar de visitar o pai, inclusive: Jair Bolsonaro recebeu a maior doação eleitoral do ecossistema Master encontrada até agora."

O dilema da 'grande pizza'

Diante do cenário, a tese central do sociólogo é a de que, para a direita ter chances reais de vitória nas eleições de outubro de 2026, será necessário um clássico acordo de bastidores – a "pizza" – para enterrar as investigações.

"Ou seja: a direita só tem chances de vitória neste ano se o escândalo do Master acabar na mãe de todas as pizzas, na pizza comparada à qual todas as pizzas anteriores foram só pães de forma com um polenguinho em cima", ironiza.

No entanto, o sabor dessa pizza ainda está em disputa. Enquanto a "direita tradicional" torce por um "X-tudão que livre todo mundo", o bolsonarismo radical prefere uma fatia mais seletiva:

"O bolsonarismo quer uma pizza só um pouco menos parruda: querem salvar a si mesmos, a seus aliados de direita, mas querem que a mão pesada da lei caia sobre Alexandre de Moraes."

A visão da esquerda

Do outro lado do espectro político, o colunista pondera que a esquerda também teria interesse em "salvar alguns dos seus", mas ressalta que, proporcionalmente, o número seria muito menor.

Sob a ótica estritamente eleitoral, Celso Rocha de Barros conclui com um conselho irônico aos adversários do bolsonarismo:

"Se deixarmos de lado lealdades pessoais e nos ativermos apenas ao ponto de vista eleitoral, o ideal para a esquerda seria uma greve de pizzaiolos que durasse pelo menos até outubro."

FAQ Rápido

1. O que é a Emenda Master?
Emenda nº 11 à PEC 65/2023, redigida pelo Banco Master e apresentada por Ciro Nogueira para aumentar o limite do Fundo Garantidor de Crédito para R$ 1 milhão.

2. Por que o caso afeta Flávio Bolsonaro?
O senador é citado na coluna da Folha de S. Paulo como figura que poderia ser impactada caso a investigação avance sobre doações do ecossistema Banco Master.

3. Qual o risco para a direita nas eleições de 2026?
Se não houver “pizza”, o escândalo pode atingir governadores, senadores e candidatos ligados ao ex-presidente, segundo a análise do autor.



SIGA NAS REDES SOCIAIS




Compartilhe via botões abaixo:

1 comentário em “Só “pizza” salva Flávio, diz colunista da Folha prevendo “vida difícil” após investigação pegar Ciro Nogueira”

Comente com moderação

🗣️💬

Discover more from Urbs Magna

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading