Eduardo Guimarães alerta para o risco de descredibilização do Judiciário: “um país com um judiciário totalmente nocautado no chão e acusado de todos os lados significa a falência desse país”
Brasília (DF) · 06 de março de 2026
O caso do Banco Master ganhou nova e dramática reviravolta nos últimos dias, com a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro e o episódio envolvendo um investigado conhecido como “Sicário” sob custódia da Polícia Federal.
O jornalista Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania, analisou os fatos em vídeos publicados em seu canal no YouTube, nesta sexta-feira (6/mar), criticando duramente a cobertura da mídia e apontando supostas irregularidades no manejo do sigilo das investigações.
Prisão de Daniel Vorcaro e terceira fase da Operação Compliance Zero
Na quarta-feira (4/mar), a Polícia Federal deflagrou a terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraudes bilionárias, lavagem de dinheiro, corrupção, ameaça e invasão de dispositivos informáticos no âmbito do Banco Master.
Daniel Vorcaro, fundador e ex-dono da instituição, foi preso preventivamente em São Paulo por ordem do ministro André Mendonça, relator do inquérito no STF desde fevereiro de 2026.
A decisão de Mendonça atendeu a pedido da PF e incluiu a prisão de outros três alvos: o cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel; o coordenador de segurança Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão (apelidado de “Sicário”); e o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva.
A operação cumpriu quatro mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão em São Paulo e Minas Gerais.Segundo a PF e decisões judiciais, Vorcaro mantinha uma estrutura para monitorar e intimidar adversários, incluindo jornalistas, ex-funcionários e opositores empresariais.
Mensagens em seu celular indicavam planos de coação, como ameaças de agressão física.
Vorcaro foi transferido para a Penitenciária Federal de Brasília nesta sexta-feira (6/mar), em presídio de segurança máxima.
Episódio do “Sicário” em Belo Horizonte
Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, apontado pela PF como “braço armado” de Vorcaro responsável por monitorar e intimidar desafetos, foi preso na mesma operação em Minas Gerais.
Horas após a detenção, na Superintendência da PF em Belo Horizonte, ele tentou suicídio enforcando-se com a própria camisa na cela.
Socorrido por agentes (que prestaram reanimação por cerca de 30 minutos) e pelo SAMU, Mourão foi levado ao Hospital João XXIII.
Inicialmente, a PF informou morte cerebral, mas atualizações posteriores da Secretaria de Saúde de Minas Gerais e do advogado Robson Lucas da Silva indicaram que o quadro era gravíssimo, porém estável, sem protocolo de morte encefálica iniciado até o momento.
A cela era monitorada 24 horas por câmeras sem pontos cegos, e todo o material foi enviado ao gabinete de André Mendonça.
A PF abriu inquérito interno e administrativo para apurar as circunstâncias.
Políticos, como o senador Carlos Viana (presidente da CPMI do INSS), cobraram esclarecimentos ao Ministério da Justiça e à PF.
Críticas de Eduardo Guimarães à mídia e ao manejo do sigilo
Em seus vídeos, Eduardo Guimarães classificou a cobertura midiática como campanha sem provas contra ministros do STF, especialmente Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.
Ele citou o jurista Pedro Serrano, que em entrevistas (incluindo ao Brasil 247) defendeu que não há evidências concretas contra Moraes e criticou pedidos precipitados de impeachment ou exoneração.
Guimarães destacou: “os maiores juristas do país dizem isso” sobre a ausência de provas nas alegações veiculadas por veículos como O Globo (coluna de Malu Gaspar) e Estadão (comentários de Raquel Landim).
Ele questionou o sigilo imposto por André Mendonça aos autos, afirmando que o próprio ministro estaria vazando seletivamente informações para a imprensa: “quem está vazando dados sigilosos da Polícia Federal é o ministro André Mendonça”, citando “seis fontes que não querem se identificar”.
Guimarães alertou para o risco de descredibilização do Judiciário: “um país com um judiciário totalmente nocautado no chão e acusado de todos os lados significa a falência desse país”.
Ele também ironizou a possibilidade de recuperação do “Sicário”, sugerindo suspeitas de “queima de arquivo” e afirmando que o episódio pode gerar “uma tsunami”.
O blogueiro criticou a mídia por falta de autocontenção apesar da ampla liberdade de imprensa no Brasil em relação ao Judiciário (maior que nos EUA, segundo ele, citando Serrano) e acusou setores de negociar com bolsonarismo remanescente contra governos progressistas.
André Mendonça determinou, nesta sexta-feira (6/mar), investigação da PF sobre vazamento de dados do celular de Vorcaro (obtidos via quebra de sigilo compartilhada com a CPMI do INSS), enfatizando que o sigilo não autoriza divulgação indevida.

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Precisam ter cuidado, muita cautela nas investigações, a direita é maléfica, é burra,, quer levar tudo no braço, na marra e não pode
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