Jornalistas comentam o que pode configurar o “o maior crime eleitoral da história do voto no Brasil” e que estamos “nos aproximando do momento de uma delação que revelaria toda a quadrilha miliciana política e seus malfeitos“
Em provável “envolvimento direto com o processo eleitoral” de 2022, o então ministro da Justiça, Anderson Torres, sob a gestão do derrotado presidente que tentava a reeleição, Jair Bolsonaro (PL), produziu, em sua pasta, por meio da “então diretora de Inteligência, Marília Alencar“, um “boletim de inteligência” que “detalhava os locais em que Lula havia sido mais votado no primeiro turno“, informou Lauro Jardim, no Globo, neste domingo (2/4).
“Para os investigadores, o material serviu para que Anderson botasse de pé a tentativa de atrapalhar a chegada dos eleitores aos locais de votação nestas regiões, com a célebre operação feita pela PRF no dia 30 de outubro“, escreveu o jornalista, que também relatou que a “delegada, que posteriormente foi trabalhar com” o então ministro” na Secretaria de Segurança do DF“ também “tentou apagar o documento do seu celular, mas a PF recuperou parte do material“.
Naquela ocasião, o então diretor da instituição policial, Silvinei Vasques, ordenou que agentes da corporação atuassem nas estradas, principalmente na Região Nordeste do Brasil, fiscalizando o transporte público de eleitores, durante o segundo turno. Nas redes sociais, Vaques postou pedido de voto em Bolsonaro e depois apagou. O TSE foi acionado pela coligação de Lula que alegou que a PRF estaria dificultando o acesso do povo às urnas.
Após a bomba viralizar no noticiário, Chico Pinheiro afirmou, no Twitter, que “vamos nos aproximando do momento de uma delação que revelaria toda a quadrilha miliciana política e seus malfeitos“. O jornalista ironizou a revelação: “Como nos prometeu o Bozo, citando a Bíblia: conhecereis a verdade e a verdade vos libertará“. E pediu: “Vai, conta a verdade, Torres!“
Outro jornalista, Xico Sá, disse, também na mesma plataforma, que havia “um mapa sobre a votação de Lula no 1º turno” para “IMPEDIR que eleitores votassem no 2º turno“, o que ele chamou de “o maior crime eleitoral da história do voto no Brasil“, sugerindo que isso é o bastante para, no mínimo, tornar Bolsonaro inelegível.
Na mesma matéria, Lauro Jardim também informa que, “em relação à “minuta do golpe”, mais uma discrepância foi apurada”: Anderson Torres “disse que o documento golpista foi entregue a ele por sua secretária”, mas “ela, no entanto, foi taxativa em seu depoimento”, ao afirmar: “Nunca entreguei nada”.
Além disso, “há também uma viagem fora de agenda de Anderson à Bahia, num avião da FAB, dias antes do segundo turno. Acompanhado do então diretor da PF, Marcio Nunes, foi pressionar o então superintendente regional, Leandro Almada, a atuar na operação no dia da eleição, dando apoio à PRF“, pontua Jardim.

Agora que descobriram o que todo mundo já sabiam, a operação de Anderson Torres foi feita com o objetivo de impedir a chegada dos eleitores de Lula nos locais de votação, esse foi o motivo que Lula não venceu como diziam as pesquisas eleitorais, com mais votos na frente. Todo mundo sabe disso, que o objetivo foi sim, impedir a chegada dos eleitores de Lula nos locais de votação, e isso não é bomba.
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