Bolsonaro usa aborto para atacar LULA e toma invertida: “Jair Vitrola Quebrada”

Cadê os empregos? Cadê comida? Cadê o combustível? O povo não aguenta mais ficar desempregado, passando fome e vergonha no mercado“, disse um seguidor sobre os reais problemas do Brasil

O presidente Jair Bolsonaro voltou a fazer ataques a LULA e ao PT usando, desta vez, o tema do aborto, que novamente se tornou assunto nas redes sociais desde a última segunda-feira (21/2), ocasião em que o Tribunal Constitucional colombiano descriminalizou o procedimento, conquanto que seja feito até a 24ª semana de gestação.

A Colômbia agora junta-se ao Uruguai, Guiana, Cuba, Argentina e México, que são os outros países latino-americanas que decidiram pelo mesmo assunto.

O presidente chamou a decisão do país de “liberação do assassinato de bebês até o 6° mês de gestação” acrescentando que “foi isso o que o povo rejeitou nas urnas em 2018 e que ele irá julgar com o voto em 2022“.

Infelizmente, em muitos países o aborto foi legalizado através do ativismo judicial, por meio da usurpação de funções legislativas por parte das cortes superiores“, opinou Bolsonaro, revelando em seguida que usou “a oposição ao aborto” como “um dos critérios” para a “indicação ao Senado” bem como “para possíveis e então eleitos ministros ao STF“.

Seguindo esta ideologia, o presidente Jair Bolsonaro mostra que usa método em questões que deveriam ser públicas, tornando-as pessoais. Além disso, como questionou um outro perfil, em uma thread sobre a polêmica do aborto, “qual a garantia de desenvolvimento, alimentação, saúde, educação e cuidados que são garantidos pelo Estado“, para uma criança que vem ao mundo em situações associadas à polêmica sobre a aprovação ou não do direito de optar sobre um futuro com tendência para adersidades gerais.

O próximo Presidente da República indicará mais dois ministros ao STF“, disse. E, por este motivo “2022 não decidirá apenas o rumo do Brasil nos próximos 4 anos, decidirá o rumo do nosso país nas próximas três décadas“.

Ele concluiu dizendo que “é nosso povo que vai decidir mais uma vez“. Contudo, o principal elemento que o elegeu, e que hoje está enfraquecido, foi o antipetismo, e não opiniões contrárias ao aborto.

O ex-presidente LULA voltou a crescer politicamente desde que suas condenações na operação Lava Jato foram anuladas pelo STF (Supremo Tribunal Federal), após a repercussão negativa das mensagens hackeadas entre o ex-juiz Sergio Moro e procuradores do MPF (Ministério Público Federal) lotados em Curitiba, que acabaram sendo apreendidas na operação Spoofing e causaram a indignação do país devido à parcialidade com que o petista foi tratado, sem chances de um “julgamento justo“, como sempre defendeu o ministro Gilmar Mendes.

Uma prova de que a sociedade brasileira de fato comprovou o lawfare sofrido por LULA está na candidatura de Sergio Moro, que jamais irá decolar devido a estas constatações, mas o ex-juiz e seus poucos seguidores seguem o curso da democracia e do exercício da cidadania.

Após a fala de Bolsonaro, um seguidor respondeu que suas palavras eram um “discursinho ideológico vazio” e questionou sobre os problemas que são os mais graves de sua gestão.

Cadê os empregos? Cadê comida? Cadê o combustível? O povo não aguenta mais ficar desempregado, passando fome e vergonha no mercado“, prosseguiu, antes de pedir para “trocar o disco” e chamá-lo de “Jair Vitrola Quebrada“.

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