Bolsonaro tenta explicar a site farra com cartões corporativos, mas é pego na mentira por Joice e seguidora (video)

Joice Hasselmann, Jair Bolsonaro, seu então ajudante de ordens do Palácio do Planalto, o tenente-coronel do Exército, Mauro Cesar Barbosa Cid, e Michelle Bolsonaro | Sobreposição de imagens

Ex-presidente disse que Michelle utilizava um cartão em nome de uma amiga porque “não possuía limites de créditos disponíveis”. Depois, a deputada postou imagens com falas contraditórias

O ex-presidente Jair Bolsonaro enviou respostas por escrito ao portal Metrópoles, negando publicação de matéria exclusiva, que foi ao ar nesta sexta-feira (20/1), sobre supostos saques com cartões corporativos envolvidos em investigação do STF (Supremo Tribunal Federal).

A reportagem argumenta sobre suspeitas de que o principal ajudante de ordens do Palácio do Planalto, o tenente-coronel do Exército, Mauro Cesar Barbosa Cid, operava uma espécie de “caixa paralelo” com recursos em espécie, que teriam sido usados, por exemplo, para pagar contas pessoais da primeira-dama Michelle Bolsonaro e de seus familiares.

As investigações correm no STF sob o comando do ministro Alexandre de Moraes.

O Metrópoles informou que Bolsonaro respondeu por escrito a “uma série de perguntas enviadas pela coluna” do jornalista Rodrigo Rangel.

A mídia afirma que, em suas respostas, o ex-presidente repetiu que “nunca foram feitos saques do cartão corporativo pessoal” por ajudantes de ordens. Contudo, o portal aponta que Bolsonarose refere sempre a cartão corporativo pessoal” e desconsidera que “havia outros cartões à disposição da equipe de Cid“, conforme transcreveu o site Sputnik.

De acordo com o Metrópoles, além das respostas, o ex-presidente enviou dez páginas de extratos do cartão corporativo emitido em nome de Mauro Cidnas quais não aparecem movimentações“.

Segundo o ex-presidente, todas as despesas administradas por seus ajudantes de ordens somavam aproximadamente R$ 12 mil por mês e os pagamentos eram feitos com recursos ‘oriundos exclusivamente’ de sua conta pessoal“, escreveu a mídia.

O portal afirma também que Bolsonaro informou que sua esposa, Michelle, utilizava um cartão em nome de uma amiga porque “não possuía limites de créditos disponíveis“.

A primeira dama utilizou o cartão adicional de uma amiga de longa data. A utilização se deu porque a Michelle não possuía limites de créditos disponíveis. A última utilização foi em julho de 2021, cuja fatura resultou em quatrocentos e oito reais e três centavos“, afirmou Bolsonaro, conforme a mídia.

O Metrópoles diz que, em suas explicações, o ex-presidente tratou “com naturalidade os contatos do tenente-coronel com militantes investigados” por envolvimento nos atos do dia 8 de janeiro, em Brasília, que terminaram com vandalismo e invasão aos prédios da Praça dos Três Poderes.

Segundo a mídia, Bolsonaro também respondeu a acusação de que teria interferido na decisão do Exército de designar Cid para comandar, a partir deste ano, uma unidade de forças especiais da corporação.

Ele foi designado em maio, antes da eleição, sem minha interferência, seguindo o processo seletivo de Exército que iniciou em setembro de 2021. Independentemente do resultado eleitoral, ele daria prosseguimento na sua carreira militar“, disse Bolsonaro, de acordo com o portal.

A deputada federal Joice Hasselmann, que também é jornalista, radialista e escritora criticada nas redes sociais por ser a biógrafa do ex-juiz e hoje senador Sergio Moro (União-PR), questiona, em mensagem no Twitter, se seus seguidores acreditam na versão, contada por Bolsonaro ao jornal, de que Michelle utilizava um cartão em nome de uma amiga porque “não possuía limites de créditos disponíveis”. Ela escreveu: “Você acreditou?”.

Na sequência, compartilhou um vídeo de setembro 2022 em que o então presidente afirma, conforme ela transcreveu: “Sr. Alexandre de Moraes, tem um detalhe: sabe quanto eu saquei desse cartão corporativo meu desde janeiro de 2019 [mês do início da gestão de Bolsonaro como Presidente da República]? ZERO! NUNCA usei um centavo desse cartão corporativo (…) Essa grana poderia pagar o cabeleireiro da Michelle? ZERO,zero!

Assista e leia mais a seguir:

Em resposta à deputada, uma usuária da plataforma questionou as críticas de vários perfis ao tuíte, por seu histórico de apoio a quem hoje a tem como “inimiga“, e explicou melhor o que a parlamentar quis dizer: “Sério mesmo que a galera tá aqui xingando a Joice ao invés de entender o absurdo que foi essa desculpa descarada? Ela [Michelle Bolsonaro] usava o limite do cartão de uma amiga e pagava a amiga como? Dinheiro? Vindo de onde? Tô tentando entender a lógica nisso….

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