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Ex-presidente depôs à Polícia Federal sobre financiamento da estadia de seu filho e disse que a bolsonarista não tem relação com ele – SAIBA MAIS
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Brasília, 05 de junho de 2025
O ex-presidente tornado réu pela Corte máxima de Justiça do Brasil e inelegível até 2030, Jair Bolsonaro (PL), prestou depoimento, na tarde desta quinta-feira (5/jun), à instituição policial em Brasília para esclarecer o envio de R$ 2 milhões ao filho, o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro, que reside nos Estados Unidos.
A oitiva, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF), integra inquérito que investiga supostas ações de Eduardo contra autoridades brasileiras no exterior.
“Botei dinheiro na mão dele, dinheiro limpo, legal, PIX”, afirmou Bolsonaro, destacando que os recursos visam evitar que o filho “passe por dificuldades”.
O montante, segundo Bolsonaro, provém de R$ 17 milhões arrecadados via Pix por apoiadores, usados para custear despesas de Eduardo e seus dois filhos nos EUA.
“Lá fora tudo é mais caro, eu tenho dois netos”, justificou o ex-presidente após duas horas de depoimento.
Ele negou envolvimento com a deputada Carla Zambelli, foragida na Itália e incluída na lista vermelha da Interpol.
“Não tenho nada a ver com a Carla Zambelli, não botei dinheiro no Pix dela”, declarou.
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O inquérito apura se Eduardo Bolsonaro tenta influenciar o governo de Donald Trump para impor sanções a autoridades como Moraes, Polícia Federal e Procuradoria-Geral da República (PGR).
A PGR aponta possíveis crimes de coação, obstrução de justiça e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.
Bolsonaro defendeu o filho, afirmando que suas ações nos EUA visam “defender a democracia”.
Carla Zambelli, por sua vez, é investigada por invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e enfrenta mandado de prisão preventiva.
Bolsonaro também foi intimado a depor sobre o caso dela, mas negou qualquer ligação.
O caso ganhou repercussão após Lindbergh Farias (PT-RJ) solicitar a abertura do inquérito, alegando tentativas de intimidação ao STF.
As investigações sobre Eduardo Bolsonaro levantam questões sobre a influência de políticos brasileiros no exterior e o uso de recursos de apoiadores.
O depoimento de Bolsonaro pode impactar sua situação jurídica, já que ele é réu em ação penal por tentativa de golpe de Estado em 2022, ano em que se tornou o primeiro chefe de Executivo federal a não conseguir se reeleger para o cargo.
O caso também alimenta debates sobre a relação entre Bolsonaro, Zambelli e a articulação da direita no Brasil e no exterior.












