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Bolsonaro depõe à PF sobre ações de Eduardo nos EUA contra STF

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    Réu presta depoimento sobre suposto financiamento das ações de seu filho suspeito de obstruir investigações de tentativa de golpe – SAIBA MAIS

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    Brasília, 05 de junho de 2025

    O ex-presidente Jair Bolsonaro comparece nesta quinta-feira (5/jun) à sede da Polícia Federal (PF), em Brasília, para depor no inquérito que investiga as ações de seu filho, o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), nos Estados Unidos.

    A Procuradoria-Geral da República (PGR) aponta Eduardo como suspeito de articular sanções contra autoridades brasileiras, incluindo membros do Supremo Tribunal Federal (STF), com o objetivo de obstruir a investigação sobre a suposta tentativa de golpe de Estado em 2022, na qual Jair é réu.

    A PGR, liderada por Paulo Gonet, acusa Eduardo Bolsonaro de cometer crimes como “coação no curso do processo”, “obstrução de investigação de organização criminosa” e “tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito”.

    As suspeitas surgiram após Eduardo buscar apoio do governo de Donald Trump para impor sanções a figuras como o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF.

    Jair Bolsonaro foi citado como o “responsável financeiro” pela estadia do filho nos EUA, o que levanta questionamentos sobre o uso de recursos, possivelmente arrecadados via PIX de apoiadores, para sustentar essas articulações.

    O inquérito, aberto por determinação de Alexandre de Moraes, teve início após representação do líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, que acusou Eduardo de tentar “intimidar” e “depredar simbolicamente” o STF. Lindbergh solicitou a quebra de sigilo bancário e fiscal de Jair e Eduardo, além de monitoramento pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) para rastrear movimentações financeiras.

    O depoimento de Jair Bolsonaro, marcado para as 15 horas na PF, busca esclarecer sua relação com as ações do filho e o financiamento de sua estadia no exterior.

    Eduardo Bolsonaro, licenciado desde março de 2025, declarou estar nos EUA para “buscar sanções contra violadores de direitos humanos”, apontando Alexandre de Moraes como alvo.

    Em live, ele mencionou a possibilidade de sanções sob a Lei Magnitsky, que poderiam incluir restrições de visto e bloqueios financeiros, referindo-se a uma “pena de morte financeira” contra o ministro.

    Essas declarações reforçam as suspeitas da PGR de que Eduardo atua para interferir no julgamento de Jair Bolsonaro, acusado de liderar uma organização criminosa para subverter as eleições de 2022.

    O caso ganhou repercussão após Lindbergh Farias afirmar que Eduardo pratica um “golpe continuado”, comparando suas ações às invasões de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes foram depredadas.

    A PF também foi orientada a ouvir autoridades diplomáticas brasileiras nos EUA, indicadas pelo Ministério das Relações Exteriores, para esclarecer as articulações de Eduardo.

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    O monitoramento das redes sociais do deputado foi determinado para mapear suas declarações públicas.

    A investigação, conduzida sob sigilo, é um desdobramento da Operação Tempus Veritatis, que revelou indícios de um plano golpista envolvendo Jair Bolsonaro e aliados, como os ex-ministros Walter Braga Netto e Augusto Heleno.

    A PGR avalia se as ações de Eduardo configuram crimes que ameaçam a soberania nacional, enquanto Jair enfrenta questionamentos sobre seu papel como financiador.

    O desfecho do depoimento pode intensificar as pressões sobre o ex-presidente e seu filho, com possíveis desdobramentos judiciais.

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