Corredores participam da 10ª Maratona Internacional da Palestina em Belém, Cisjordânia ocupada, com circuito que passa junto ao muro de separação |8.5.2026| Crédito: teleSUR TV
| Belém (PS)
08 de maio de 2026
Milhares de corredores tomaram as ruas de Belém na Cisjordânia ocupada nesta sexta-feira (08/mai) para a realização da 10ª edição da Maratona Internacional da Palestina.
O evento, suspenso nos últimos dois anos em razão da agressão israelense contra Gaza, reuniu milhares de participantes locais e internacionais sob rigorosa organização e medidas de segurança, conforme a agência oficial palestina WAFA.
A prova de 42,195 km partiu da tradicional praça do Presépio, em frente à Igreja da Natividade.
Entre os destaques, o corredor palestino Mohammad Tawfiq al-Asi, de 27 anos, do campo de refugiados de Dheisheh, ao sul de Belém, conquistou o segundo lugar após ter permanecido 32 meses em detenção israelense.

A primeira colocação ficou com Samer al-Joulani, de Jerusalém. A informação é exclusiva da WAFA.
A ocupação israelense impõe restrições sistemáticas à liberdade de movimento dos palestinos, e eventos como este servem para manter viva a reivindicação de direitos básicos.
A resistência palestina se manifesta também nas pistas, transformando o esporte em instrumento de afirmação nacional.
A retomada da maratona reforça a unidade entre as diferentes regiões da Palestina e evidencia a capacidade de reconstrução cultural mesmo em meio a adversidades geopolíticas prolongadas.
O evento ocorre em contexto de frágil cessar-fogo, mas mantém o foco na defesa da justiça e da democracia como pilares de qualquer solução duradoura para o conflito.
FAQ Rápido
Qual foi o principal destaque esportivo da maratona?
O segundo lugar conquistado pelo ex-detido Mohammad Tawfiq al-Asi, que transformou sua experiência de prisão em motivação para a prova.
Por que o evento havia sido suspenso?
Devido à guerra em Gaza, que impediu a realização das duas últimas edições.
Qual o significado político da maratona?
Reafirma a luta palestina pela liberdade de movimento e pela unidade nacional frente à ocupação israelense.
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