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    “Flopou” de novo: ato da direita reúne só 47 pessoas na Avenida Paulista

    Teve mais confusão do que público; grupelho bolsonarista tentou disputa no 1º de Maio e expôs fragmentação política

    Ato da direita na Avenida Paulista

    Imagem aérea mostra carro de som e apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro em um espaço distante das comemorações de 1º de maio, Dia do Trabalhador |1.5.2026| Reprodução / redes sociais

    São Paulo (SP), 01 de maio de 2026

    Avenida Paulista, símbolo máximo das manifestações políticas em São Paulo, foi palco de um ato de grupos de direita no 1º de Maio que ficou marcado mais pela baixa adesão e por confusões pontuais do que pela força política.

    Segundo contagens realizadas por diferentes veículos de imprensa, o público presente variou entre 47 e 95 pessoas ao longo da tarde desta sexta-feira.

    O episódio escancara uma estratégia de ocupação simbólica do espaço urbano, que priorizou o veto à esquerda em vez da demonstração de força numérica.

    A manifestação, autorizada pela Polícia Militar com base no critério de “ordem de chegada”, impediu que centrais sindicais realizassem seus atos tradicionais no local, empurrando-os para as Praças Roosevelt e República.

    Público escasso e discurso de ódio

    A reportagem do UOL contabilizou 47 pessoas por volta das 12h20. Já o Poder360, que esteve no local mais tarde, contou 95 participantes.

    Apesar da baixa adesão, o tom dos discursos foi agressivo. Um dos organizadores, Mario Malta, minimizou o número ao afirmar que não estavam “preocupados com a massa” e que o relevante era o local onde a “esquerda está”.

    A fala de Mario Malta revela a prioridade do movimento: o esvaziamento político do adversário por meio do controle burocrático dos espaços, uma tática de guerrilha institucional.

    Violência e intolerância marcam o ato

    O ato foi palco de pelo menos dois episódios de violência contra mulheres que passavam pelo local. Segundo o UOL, a jovem Érica Borges, 19 anos, foi agredida verbalmente e ameaçada após gritar “sem anistia”.

    Os manifestantes a xingaram de “vagabunda igual a Janja”, referindo-se à esposa do Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a Primeira-Dama do Brasil e socióloga Rosângela Lula Silva (PT).

    Mais tarde, uma segunda mulher, que não quis se identificar, foi agredida fisicamente. Ela mostrou o dedo do meio ao grupo e foi puxada pelos cabelos e empurrada por um homem, caindo no chão e machucando a orelha. Ela precisou ser escoltada pela polícia para fora do local.

    Polícia Militar atuou para apartar os confrontos, mas a situação evidencia um ambiente de intolerância. Os discursos no carro de som, de tom religioso e radical, pediam abertamente a anistia para os condenados pelo 8 de janeiro de 2023, classificando-os como “presos políticos injustamente”.

    Quem são e o que querem os organizadores

    O grupo responsável pela reserva da Avenida Paulista foi o Patriotas do QG, liderado por Carlos Dias.

    A decisão da PM de priorizar o pedido feito em 2024, em detrimento das centrais sindicais que solicitaram entre março e abril de 2026, gerou forte críticas.

    A deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) classificou a manobra como uma tentativa do governador Tarcísio de Freitas de “impedir trabalhadores” de se manifestarem.

    A pauta do ato foi definida como apoio à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à presidência e a defesa da anistia.

    Curiosamente, no Dia do Trabalhador, as reivindicações trabalhistas ficaram em segundo plano, dando lugar a símbolos estranhos ao movimento operário, como um homem fantasiado de Tio Sam defendendo os Estados Unidos e uma mulher vestida de “Justiça” vendada.

    O contraste com a esquerda e os memes

    Enquanto a direita amargava um público pífio na Paulista, a esquerda, mesmo deslocada para áreas periféricas do centro, conseguiu reunir mais pessoas.

    Poder360 contou mais de 300 pessoas na Praça Roosevelt e mais de 400 na Liberdade, onde a pauta principal era o fim da escala 6×1.

    Nas redes sociais, o ato virou alvo de memes e críticas.

    Um dos perfis de monitoramento político ironizou a “grande mobilização” com fotos que mostravam claramente o vazio no asfalto da Paulista.

    A baixa adesão contrasta com atos anteriores, como o 7 de Setembro de 2025, que, segundo o Cebrap, reuniu mais de 42 mil pessoas na mesma avenida.



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