Argumentos recentes contrários às decisões dos ministros do STF repercutiram mal e o ICL Notícias detonou o paraibano, que teve comprometido o bom discurso de posse em favor da democracia
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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), esteve nesta segunda-feira (10/fev) no STF (Supremo Tribunal Federal) onde conversou com alguns ministros sobre sua fala de que os atos praticados por manifestantes bolsonaristas golpistas terroristas em 8 de janeiro de 2023 não foram uma tentativa de golpe de Estado e de que houve “exagero” na punição aos condenados pela corte.
O paraibano fez as declarações à rádio Arapuan, de João Pessoa (PB), na sexta-feira (7/fev), gerando uma onda de reação negativa sobre seu pensamento de que a “agressão às instituições” foi promovida por “vândalos e baderneiros“, sem coordenação política suficiente para caracterizar um golpe.
Após a repercussão extremamente negativa, o deputado federal Lindbergh Farias (PL-RJ) se viu obrigado colocar no ar, em suas redes sociais, argumentações para rebater as declarações de Motta: “…foi uma tentativa de golpe de Estado violento no Brasil”, afirmou o petista. O canal de notícias ICL foi mais longe em sua rebatida, chegando a classificar o presidente da Câmara como um “golpista dissimulado“.
“Há várias categorias de golpistas entre aqueles que atentaram contra a democracia no dia 8 de janeiro de 2023. Existem aqueles que mostraram a cara — a turba que invadiu as sedes dos Três Poderes naquele dia, e os que os incentivaram a isso, como Jair Bolsonaro, seus ministros e os generais que o cercavam. E também existem aqueles mais discretos, que são cúmplices do golpe por omissão ou por tentar minimizar o maior ataque às instituições de nossa história recente, escreveu a redação do ICL Notícias.
Entre os magistrados procurados por Motta está Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, informou a agência O Globo. O presidente da Câmara decidiu ligar diretamente para o relator dos processos envolvendo os ataques golpistas e outros ministros “para não deixar o ruído crescer”, disseram aliados.
Segundo o texto, na conversa de Motta com os magistrados foi dito pelo parlamentar que as condenações de parte dos envolvidos nos ataques golpistas têm criado um sentimento de vitimização em relação aos condenados.
Motta defendeu que as penas duras fossem aplicadas a quem vandalizou e depredou os prédios dos Três Poderes e avaliou que algumas pessoas estavam presentes nos atos de quebra quebra, mas não tocaram em nada. Para o presidente da Câmara, estes deveriam ter penas mais amenas. Segundo o paraibano, foi isso que tentou dizer na entrevista.
Dois magistrados teriam ficado contentes com a disposição de Motta para dar explicações à Corte máxima de Justiça do Brasil, diz a publicação, acrescentando que, contudo, os ministros disseram que a ampla maioria da Casa concordou em condenar os bolsonaristas.
Por fim, o presidente da Câmara que defendeu a democracia em seu discurso de posse, mas que fez as declarações polêmicas, afirmou que seguirá com a promessa de buscar a pacificação entre os Poderes e que quer virar essa página. Após dar sinais que pautaria a anistia, agora o paraibano diz que não.
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