Presidente da Câmara afirmou que não vê atos antidemocráticos como golpe e líder do governo teve que lembrar que a Polícia Federal – instituição competente para afirmar se foi ou não golpe, comprovou que o 8/1 foi organizado e planejado – SAIBA MAIS
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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou, em entrevista à rádio Arapuan, de João Pessoa (PB) nesta sexta-feira (7/fev), que o quebra-quebra contra as sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023, que a Justiça trata como tentativa de golpe de Estado, foi “uma agressão às instituições” promovida por “vândalos e baderneiros“, sem coordenação política suficiente para caracterizar um golpe.
“O que aconteceu não pode ser admitido novamente, foi uma agressão às instituições. Agora, querer dizer que foi um golpe… Golpe tem que ter um líder, uma pessoa estimulando, tem que ter apoio de outras instituições interessadas, e não teve isso“, declarou, criando uma espécie de articulação bolsonarista perigosa.
Aliados do ex-presidente inelegível até 2030 e três vezes indiciado pela PF (Polícia Federal), nos inquéritos da falsificação dos cartões de vacina contra a Covid-19; do desvio das joias sauditas do acervo da Presidência da República; e sobre a tentativa de golpe de Estado, fazem pressão para que a Câmara avance na proposta de anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro. E Motta demonstra interesse em ajudar, a conferir por suas falas públicas.
Por conta das afirmações do presidente da Câmara, o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), líder do governo na Casa, se viu obrigado a ir às redes sociais argumentar, como uma espécie de antídoto, que “o 8 de janeiro de 2023 foi uma tentativa de golpe de Estado violento no Brasil,” não tendo sido “um ato isolado”.
“Fez parte de uma série de ações golpistas articuladas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e seu entorno, incluindo militares de alta patente“, disse Lindbergh. Como um recado a Motta, sem citá-lo nominalmente, o petista lembrou que as investigações levadas a cabo pela Polícia Federal [que é a instituição competente para dizer o que aconteceu], com depoimentos de comandantes militares do governo passado, comprovam que o 8/01 foi planejado e organizado”.
“Os depredadores das sedes dos Três Poderes em Brasília não estavam em viagem de lazer: o objetivo era derrubar o presidente Lula, eleito democraticamente pelo povo brasileiro,” disse Lindbergh Farias, em fala registrada pelo perfil no X da conta PT na Câmara. “Os atos de janeiro integram as articulações golpistas do neofascista Jair Bolsonaro e três dezenas e meia de integrantes de sua organização criminosa e antidemocrática, a qual elaborou até um macabro plano de assassinato de altas autoridades da República,” afirmou o deputado petista.
Por fim, Lindbergh repetiu: “o abominável movimento golpista está inextricavelmente ligado à depredação terrorista das sedes dos Três Poderes, em 8 de janeiro de 2023, por hordas de vândalos estimulados pelo bolsonarismo. O 8/01 foi um dos mais tristes episódios golpistas da História brasileira,” pontuou.
Do líder do @PTnaCamara , @lindberghfarias :
— PT na Câmara (@PTnaCamara) February 7, 2025
O 8 de janeiro de 2023 foi uma tentativa de golpe de Estado violento no Brasil. Não foi um ato isolado; fez parte de uma série de ações golpistas articuladas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e seu entorno, incluindo militares de alta… pic.twitter.com/pJoWdVc1p7
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