Reação em cadeia foi desencadeada por uma tarifa base de 10% sobre todas as importações, com taxas ainda mais altas, como 34% sobre a China, 24% sobre o Japão e 46% sobre o Vietnã, além de 20% sobre a União Europeia – SAIBA MAIS
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Brasília, 4 de abril de 2025
Os mercados financeiros globais enfrentaram uma queda acentuada após o presidente dos EUA, Donald Trump, implementar tarifas abrangentes, intensificando temores de uma recessão global.
Segundo Reuters, as empresas do S&P 500 perderam US$ 5 trilhões em valor de mercado desde o anúncio das medidas na quarta-feira (2/abr) marcando o pior desempenho semanal das ações americanas desde a pandemia.
A reação em cadeia foi desencadeada por uma tarifa base de 10% sobre todas as importações, com taxas ainda mais altas, como 34% sobre a China, 24% sobre o Japão e 46% sobre o Vietnã, além de 20% sobre a União Europeia.
RETALIAÇÃO CHINESA AMPLIFICA A CRISE
Nesta sexta-feira (4/abr), a China respondeu com tarifas adicionais de 34% sobre produtos americanos, agravando o conflito comercial entre as duas maiores economias do mundo.
O índice Nasdaq entrou oficialmente em um mercado de baixa, caindo mais de 20% desde seu pico recente, enquanto o Dow Jones e o S&P 500 registraram perdas significativas, com quedas de 5,50% e 5,97%, respectivamente.
Empresas como Apple e Nike, com forte dependência de cadeias de suprimentos globais, sofreram impactos severos, com ações despencando até 14%.
INVESTIDORES BUSCAM SEGURANÇA EM MEIO AO CAOS
Com o avanço da guerra comercial, investidores correram para ativos seguros, como títulos do governo e ouro, que atingiu um recorde acima de US$ 3.160 por onça.
O dólar americano enfraqueceu, enquanto o iene japonês e o franco suíço ganharam força.
Analistas, como Nigel Green, do deVere Group, alertaram que as tarifas podem “sabotar o motor econômico global”, prevendo inflação mais alta e crescimento mais lento.
LÍDERES GLOBAIS REAGEM COM CRÍTICAS E AMEAÇAS
Líderes mundiais condenaram a política de Trump. O primeiro-ministro japonês, Shigeru Ishiba, classificou a situação como uma “crise nacional”, enquanto a diretora do FMI, Kristalina Georgieva, pediu diálogo para evitar mais instabilidade.
Apesar das críticas, Trump defendeu as tarifas como uma ferramenta de negociação, sugerindo que não recuará, mesmo com a turbulência nos mercados.
PERSPECTIVA ECONÔMICA INCERTA
O Federal Reserve, liderado por Jerome Powell, reconheceu a magnitude inesperada das tarifas, mas afirmou que ainda é cedo para prever o impacto total.
Enquanto isso, o JP Morgan elevou a probabilidade de uma recessão global para 60%. A combinação de incerteza, retaliações e perdas históricas no mercado mantém o mundo financeiro em alerta.











