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Trump anuncia tarifa de 10% sobre importações do Brasil e diz que esse é o caminho para a independência dos EUA

    A imposição de uma tarifa mínima de 10% vale para todos os países, sendo que taxas mais altas serão aplicadas para China (34%), União Europeia (20%) e Japão (24%) – SAIBA MAIS

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    Brasília, 2 de abril de 202

    Na tarde desta quarta-feira (2/abr), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou a guerra comercial ao anunciar tarifas recíprocas que igualam as taxas impostas por outros países sobre bens americanos.

    Em um evento no Roseiral da Casa Branca, Trump declarou a imposição de uma tarifa mínima de 10% sobre todas as importações, com taxas mais altas para parceiros comerciais como China (34%), União Europeia (20%) e Japão (24%).

    Assim, o Brasil será taxado em 10% sobre todos os seus produtos exportados para os EUA.

    A medida, apelidada por Trump como “Dia da Libertação“, visa equilibrar o comércio internacional, corrigindo o que o presidente dos EUA considera práticas desleais de parceiros comerciais.

    Donald Trump mostra uma grande tabela de taxas para os países 02/abr/2025 | Imagem reprodução

    Os mercados reagiram com forte queda, com os futuros do S&P 500 despencando 3% após o anúncio, refletindo temores de uma guerra comercial global.

    Trump justificou as tarifas como uma “declaração de independência econômica“, alegando que os EUA têm sido “roubados” por nações que impõem altas taxas sobre produtos americanos enquanto acessam livremente o mercado norte-americano.

    O presidente dos EUA também impôs uma sobretaxa de 25% sobre todos os automóveis importados, medida que impactará diretamente setores industriais globais.

    No caso do Brasil, a tarifa de 10% é considerada relativamente baixa em comparação com outros países, mas ainda assim gerará custos adicionais de mais de US$ 4 bilhões para importadores americanos.

    Produtos como aço, petróleo e componentes automotivos, que estão entre os principais exportados pelo Brasil aos EUA, serão diretamente afetados.

    O Senado brasileiro aprovou, na véspera, um projeto de lei que autoriza retaliações comerciais contra países que imponham barreiras aos produtos nacionais, sinalizando uma possível resposta do Governo Lula, que tenta negociar com os EUA para minimizar os danos, mas já prepara contramedidas, como sobretaxas a produtos americanos e restrições a patentes.

    A estratégia reflete a preocupação com a competitividade das exportações brasileiras na maior economia do mundo.

    A União Europeia, por sua vez, prometeu “contramedidas firmes e proporcionais“, mirando até 26 bilhões de euros em produtos americanos. A China também retaliou, aplicando tarifas de 10% a 15% sobre importações dos EUA.

    Nos mercados, a incerteza gerada pelas tarifas de Trump levou a uma busca por ativos seguros, como ouro e títulos do Tesouro americano, enquanto as ações de empresas multinacionais caíram.

    Economistas alertam que o aumento dos custos pode impulsionar a inflação nos EUA e desacelerar o crescimento global.

    As tarifas recíprocas de Trump entram em vigor à meia-noite de 2 de abril. Analistas temem que a medida desencadeie uma escalada de retaliações, prejudicando o comércio internacional.

    Para o Brasil, o desafio será equilibrar negociações diplomáticas com ações que protejam sua economia, enquanto o mundo observa os desdobramentos desse novo capítulo de tensões comerciais.

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