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Andréia Sadi questiona Moro sobre a Lava Jato e ex-juiz muda de assunto: “Estamos no governo Lula” (vídeo)

    A Lava Jato acabou; o governo Bolsonaro acabou, o governo agora é Lula“, afirmou o senador, que passou a cobrar a “picanha na mesa”, mas o preço está em queda. Depois argumentou sobre previsão de “recessão”, mas a economia só cresce – ASSISTA

    O ex-juiz e senador Sergio Moro (União Brasil-PR) afirmou em entrevista ao programa ‘Estúdio i’, da ‘GloboNews’, que “a gente tem que virar essa página” da Lava Jato, “por que nós estamos no governo Lula. O governo Bolsonaro acabou“.

    O político, que foi ministro do candidato derrotado no segundo turno da eleição presidencial de 2022, tentou se esquivar do questionamento da entrevistadora, Andréia Sadi, sobre sua atuação ao lado do deputado cassado, Deltan Dallagnol, durante a fase da Operação Lava Jato que perseguiu o hoje Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    A jornalista argumentava sobre a substituição de Eduardo Appio pela juíza Gabriela Hardt, que para o PT, disse a jornalista a Moro, “foi parcial, assim como o senhor“. Sadi perguntou ao senador se ele acha que a volta de Hardt às investigações “contamina a operação Lava Jato“.

    O ex-juiz, obviamente, negou e afirmou que “nunca foi apontado nada, de procedimento, em relação à Gabriela” e, na sequência, a defendeu por ela ter atuado contra o plano do PCC para sequestrá-lo e à sua família.

    Mais adiante, Sadi afirmou que na Lava Jato há, sim, uma contestação com relação à atuação de Moro e Dallagnol, deixando implícito que ocorreu ‘lawfare’ contra Lula. O ex-juiz respondeu que “não existe nada“:

    A gente vai voltar nessa história quantas vezes for. Podem revisar tudo o que foi feito lá. Todo mundo foi preso, na Lava Jato, ou pagou suborno ou recebeu suborno“, afirmou Moro à jornalista, sem jamais ter apresentado qualquer prova contra Lula.

    “Não tem prova fraudada, não tem nenhuma combinação nesse sentido, não tem nenhuma conversa nesse sentido”, disse. E sem esconder a irritação com a pergunta, afirmou que “a gente tem que virar essa página porque nós estamos no governo Lula. O governo Bolsonaro acabou. A Lava Jato está no passado, então nós temos que discutir pautas”, como o “crescimento econômico“, afirmou Moro.

    Neste ponto, o senador também foi infeliz ao cobrar pela “picanha na mesa do brasileiro“, mas ela tem sofrido consecutivas quedas de preço e foi o corte bovino que mais barateou, bem como outros tipos de carne, como mostrou a ‘Folha de S. Paulo‘, há duas semanas.

    Depois, moro falou sobre “fiasco” na Economia com Lula, segundo “economistas” que “estão preocupados“, conforme afirmou, com “uma grande recessão ou um crescimento medíocre“, mas novamente o senador errou.

    Assista:



    Na sequência, Moro insistiu no tema que o lançou para a política: o “combate à corrupção“, que é um termo chave para o eleitor desavisado e ainda rende votos nas urnas. O senador demonstrou irritação por ficar voltando com um assunto “do passado“, mas que lhe rendeu a suspeição no STF (Supremo Tribunal Federal) e, na sequência, a anulação de suas sentenças condenatórias contra Lula.

    Esses comportamentos revanchistas, que eram desse juiz que foi afastado, bem refletem, infelizmente, o espírito do governo“, disse Moro. “Não conseguem virar essa página“, prosseguiu.

    Depois criticou Flávio Dino por não ter apresentado nenhum projeto da pasta que o senador já esteve à frente, o que não é verdade, pois o ministro da Justiça e Segurança Pública está atuando intensamente no ‘Programa Nacional de Segurança nas Escolas‘.

    Em meados de abril, foram liberados R$ 150 milhões para a segurança pública nesses locais, por meio de rondas, investigação e inteligência no monitoramento e repressão a crimes.

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