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    “Globo e Andreia Sadi desceram ao mais baixo nível do jornalismo ao entrevistar Paulo Figueiredo”: Tá nas redes

     

    Em plena preparação para as eleições 2026, a apresentadora recorre a fonte bolsonarista investigada por atos antidemocráticos sem destacar seu status legal, colocando fogo no debate sobre transparência e responsabilidade da mídia na defesa das instituições

    Andreia Sadi e Paulo Figueiredo

    A apresentadora do Estúdio i, da GloboNews, Andreia Sadi, segura uma máscara do ex-presidente Jair Bolsonaro (imagem gerada por IA) representando a crítica social nas redes após matéria em que citou Paulo Figueiredo (dir.) como fonte de matéria / Reprodução / Redes Sociais

    Brasília (DF) · 19 de abril de 2026

    A apresentadora Andréia Sadi trouxe, na edição de sexta-feira (17/abr) do programa Estúdio i, da GloboNews, uma informação sobre articulações bolsonaristas nos Estados Unidos. Segundo ela, lideranças próximas ao ex-presidente Jair Bolsonaro conversam com interlocutores ligados a Donald Trump para retomar a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF.

    A jornalista citou explicitamente a conversa mantida com Paulo Figueiredo, um dos mais próximos aliados da família Bolsonaro que vive nos Estados Unidos e faz dobradinha com o senador Eduardo Bolsonaro.

    “Deixa eu trazer uma apuração que eu fiz lá para o blog. Bolsonaristas estão articulando a retomada da Lei Magnitsky para o ministro Alexandre de Moraes. Conversei com o Paulo Figueiredo ontem”, afirmou Andréia Sadi durante o programa.

    O que chamou atenção foi a ausência de qualquer contextualização sobre o status legal de Paulo Figueiredo. O aliado bolsonarista figura como denunciado ao STF pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, investigados como tentativa de golpe.

    Vários portais progressistas destacaram que a GloboNews apresentou a fonte sem alertar o público sobre essa condição, o que gerou imediata repercussão negativa.

    Perfis nas redes sociais reagiram com vigor. Um deles, o usuário @fafer16 no X (antigo Twitter), resumiu o sentimento ao escrever: “Contratação de um violador da lei e ainda por cima entrevistá-lo é o que se poderia chamar de sordidez, má-fé e a vocação irresistível dessa Empresa Golpista para em ano eleitoral comprovar que é uma escória”.

    E, além disso, que a emissora e a jornalista “desceram ao mais baixo nível“.

    Twitter Embed Customizado


    O post reflete o incômodo de quem acompanha o noticiário político. Outros perfis progressistas ecoaram a crítica, apontando que dar visibilidade a vozes ligadas a ameaças contra o STF e a democracia exige, no mínimo, plena transparência.

    O episódio ocorre em um momento sensível. Com as eleições 2026 se aproximando, qualquer movimento que envolva o ex-presidente Jair Bolsonaro ou seus aliados ganha peso estratégico.

    A articulação mencionada por Paulo Figueiredo busca, segundo a apuração, explorar possíveis sanções americanas contra Alexandre de Moraes para desgastar o Judiciário brasileiro.

    Para especialistas em justiça e comunicação, o caso reforça a necessidade de o jornalismo manter rigor na identificação de fontes, especialmente quando elas carregam histórico de investigações por ameaças às instituições.

    A GloboNews, claro, não se manifestou sobre as críticas após o blog de Andréia Sadi publicar a informação original sem menção adicional ao histórico de Paulo Figueiredo.

    O fato, isolado, não configura irregularidade formal, mas expõe um padrão que tem sido questionado: a normalização de figuras investigadas por ataques à democracia em veículos de grande alcance.




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    7 comentários em ““Globo e Andreia Sadi desceram ao mais baixo nível do jornalismo ao entrevistar Paulo Figueiredo”: Tá nas redes”

    1. LILIANE GORETE OLIVEIRA DOS SANTOS

      Devia ter punição a esse tipo de gente que usa os meios pra se aproveitar da situação. BOLSONARO nao é motivo algum pra se alegrar e neim serve de exemplo.

    2. Reinaldo Gonçalves da Cruz

      A globo sempre se posiciona do outro lado, na contra mão, destorcendo a realidade dos fatos, num ano eleitoral fica claro sua posição golpista

    3. Washington Fortuna

      Artigo de Opinião — O jornalismo que flerta com o abismo

      Há uma linha tênue — e perigosa — entre informar e legitimar.

      Quando Andréia Sadi leva ao público declarações de Paulo Figueiredo sem contextualizar adequadamente sua condição jurídica e seu papel nos eventos recentes da história brasileira, não estamos diante de um simples “furo jornalístico”. Estamos diante de uma escolha editorial que beira a irresponsabilidade.

      O jornalismo, em sua essência, não é apenas a transmissão de falas. É, sobretudo, a construção de sentido. E sentido exige contexto. Sem ele, a informação se torna uma arma — muitas vezes carregada por quem deseja distorcer a realidade.

      Dar voz, sem o devido enquadramento crítico, a alguém que atua fora do país articulando pressões internacionais contra instituições brasileiras é mais do que uma falha: é um desvio de função do próprio jornalismo.

      Não se trata de censurar opiniões — democracia exige pluralidade. Mas pluralidade não é ingenuidade. Há uma diferença abissal entre ouvir um opositor e servir de plataforma para estratégias que tensionam a soberania nacional.

      Ao ignorar esse limite, a reportagem não apenas informa — ela normaliza.

      E aqui reside o ponto mais grave:
      quando o jornalismo abandona o rigor em nome do “furo”, ele deixa de ser um instrumento de esclarecimento e passa a ser, consciente ou não, um vetor de interesses.

      A busca pela exclusividade não pode justificar a suspensão do critério.
      Porque, quando isso acontece, o preço não é apenas a credibilidade da imprensa.

      👉 O preço é a própria qualidade do debate público.

      E um país que perde isso… perde muito mais do que uma narrativa.

    4. Edina de Melo Horta

      Por essa e por outras é que deixei de assistir a Globo ! Na realidade , falta a ela e aos seus jornalistas um mínimo de ética , decência e compromisso com a verdade e o estado democrático de direito ! Há muito tempo tornou-se um lixo , bem no nível do inelegível presidiário que ela idolatra !

      1. OSCAR JOSE PLENTZ NETO

        Nem o apresentaram como um estelionatario que deixou o Brasil após um golpe de 200 milhões com um empreendimento de hotel fantasma.

    Os comentários estão fechados.

    文

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