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    CEO da BlackRock na Amélica Latina aposta em Lula 2026 e silencia sobre Flávio

    CEO d BlackRock

    Aitor Jauregui, da BlackRock, é o CEO dos negócios da empresa na América Latina / Foto: Forbes 2023

    | Nova Iorque (US)
    12 de maio de 2026

    O analista chefe para a América Latina da BlackRock, a maior gestora de ativos do mundo, disse em uma conferência fechada em Nova York que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve ser reeleito em 2026, ignorando completamente o nome do principal nome da oposição, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

    A fala, ocorrida na sede da gigante financeira que administra mais de US$ 13,9 trilhões, sinaliza que o mercado internacional enxerga a estabilidade econômica como principal trunfo eleitoral do petista, deixando a oposição fora do radar das grandes decisões de investimento.

    Ocorreu na abertura da chamada Brazilian Week em solo americano. Segundo a colunista Thais Bilenky, do UOL, a declaração partiu do executivo Aitor Jauregui, responsável pela região na BlackRock.

    O analista avaliou que a economia ainda importa na decisão do voto e é difícil tirar a vitória do atual presidente”, relatou a jornalista, baseada em relatos de participantes.

    A ausência do nome do senador Flávio Bolsonaro nas discussões foi o ponto mais ruidoso do encontro.

    Enquanto a oposição tenta consolidar a narrativa de um “herdeiro” político do ex-presidente Jair Bolsonaro, o mercado financeiro em Nova York demonstrou que, neste momento, o debate se concentra nos números da economia e na governabilidade internacional de Lula.

    A maior gestora do mundo colocou Lula no centro da análise eleitoral, sugerindo que, para os investidores, o atual presidente é a referência e a única variável realmente consolidada na disputa.

    Reforçando o otimismo, Chris Garman, diretor da consultoria Eurasia Group para as Américas, participou da mesma mesa e endossou a visão positiva.

    Garman disse que a relação de Lula com o presidente americano Donald Trump vai bem e a visita do brasileiro à Casa Branca surpreendeu positivamente.

    A avaliação conjunta entre o analista da BlackRock e o estrategista da Eurasia constrói um cenário onde a estabilidade política e a boa interlocução internacional são ativos valorizados para o Brasil, em contraste com a instabilidade observada em outros mercados emergentes.

    O evento não foi apenas um fórum de análise. A BlackRock sediou reuniões de trabalho durante a Brazilian Week, que segue até sexta-feira (15/mai).

    O encontro contou com a presença de banqueiros, políticos e gestores brasileiros, incluindo comitivas estaduais em busca de investimentos.

    O governo do Rio Grande do Sul, por exemplo, utilizou a sede da gestora para captar recursos para projetos de infraestrutura e transição energética.

    A conexão entre a aposta eleitoral na reeleição de Lula e a movimentação concreta de capital estrangeiro no país é direta: o sinal de previsibilidade enviado por Nova York atrai recursos, criando um ciclo virtuoso que beneficia a narrativa do governo.

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