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    Vai aos EUA ver a Copa? ONGs alertam para risco de prisão pelo ICE, com tratamento degradante e até morte

     

    Coalizão de entidades civis dos Estados Unidos destaca perigos de políticas imigratórias para torcedores, jornalistas e jogadores estrangeiros durante o torneio

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    O presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca, usa um boné com a frase ‘Trump estava certo sobre tudo’, enquanto segura a Taça da Fifa que será entregue ao vencedor da Copa do Mundo de Futebol 2026 | 22.8.2025Z Foto: Jonathan Ernst / Reuters

    Washington (US) · 24 de abril de 2026

    Mais de 120 organizações de direitos civis dos Estados Unidos emitiram um alerta formal de viagem para estrangeiros que planejam visitar o país durante a Copa do Mundo 2026.

    O documento, assinado por coalizão que inclui a American Civil Liberties Union, a Amnesty International USA , a NAACP e o coletivo Dignity 2026, lista riscos concretos de violações de direitos humanos em 11 cidades-sede americanas.

    A iniciativa surge menos de dois meses antes do início do torneio, marcado para 11 de junho a 19 de julho, e responde à ausência de garantias públicas da FIFA, das cidades-sede e do governo federal.

    Segundo o texto do alerta, disponível no site da American Civil Liberties Union, visitantes podem enfrentar “negação arbitrária de entrada, detenção e/ou deportação”, triagem invasiva de redes sociais e aparelhos eletrônicos, “aplicação violenta e inconstitucional da lei de imigração, incluindo perfilamento racial”, supressão de manifestação e vigilância intensificada, além de “tratamento cruel, desumano ou degradante – e até morte – enquanto estiverem sob custódia do ICE”.

    O ESPN detalha que o documento menciona explicitamente condições “desumanas” de detenção e o contexto de “autoritarismo crescente e violência aumentada” sob a administração Trump.

    O USA Today acrescenta que o ICE declarou, em fevereiro, que desempenhará “papel fundamental” na segurança do evento, o que acirrou temores após o episódio em que agentes mataram Nicole Good em Minneapolis.

    O HuffPost ressalta que comunidades imigrantes, minorias raciais e étnicas e pessoas LGBTQ+ são as mais vulneráveis.

    O alerta recomenda medidas práticas: remover reconhecimento facial dos dispositivos, informar contatos de confiança sobre itinerários e consultar guias de “Saiba Seus Direitos”.

    O documento revela tensão entre o discurso de unidade global da FIFA e a realidade das políticas de imigração atuais.

    “A FIFA tem pago apenas lábio de serviço aos direitos humanos enquanto se aproxima da administração Trump, colocando milhões de pessoas em risco de serem prejudicadas e terem seus direitos básicos violados”, afirmou Jamil Dakwar, diretor do programa de direitos humanos da American Civil Liberties Union.

    Daniel Noroña, diretor de advocacy para as Américas da Amnesty International USA, complementou: “Fãs, jornalistas e outros que viajam aos Estados Unidos para a Copa do Mundo da FIFA 2026 correm o risco de encontrar um cenário de direitos humanos profundamente preocupante, moldado pelas políticas racistas de imigração da administração Trump, detenção em massa e deportação, e ataques à liberdade de expressão e protesto pacífico.

    Jennifer Li, coordenadora do Dignity 2026, destacou o silêncio das autoridades: “O espectro da aplicação da lei de imigração neste verão se tornou a principal preocupação entre organizações de base nas cidades-sede. O silêncio tem sido ensurdecedor.”

    Bailey Brown, presidente do Independent Supporters Council North America, observou: “Estamos empolgados para que os torcedores experienciem a Copa do Mundo e nossa cultura futebolística norte-americana, mas ainda há muitas incógnitas.”

    O torneio, que deve receber até 10 milhões de visitantes só nos Estados Unidos, representa o maior evento esportivo da história.

    A coalizão cobra que a FIFA exerça sua influência para obter compromissos concretos de proteção.

    FAQ Rápido
    1. Quem assinou o alerta de viagem para a Copa 2026?
    Mais de 120 entidades dos Estados Unidos, lideradas pela American Civil Liberties Union e Amnesty International USA, incluindo a NAACP e grupos de torcedores.

    2. Quais são os principais riscos citados?
    Detenção arbitrária, deportação, buscas invasivas em celulares, perfilamento racial, supressão de protestos e tratamento desumano em instalações do ICE.

    3. O que o documento recomenda aos visitantes estrangeiros?
    Proteger dispositivos eletrônicos, informar contatos sobre planos de viagem e consultar recursos de direitos para evitar problemas preveníveis.




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