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    Acordo entre Alcolumbre e Flávio Bolsonaro prevê “tomar o controle” do STF nos próximos anos

    Caso eleito, Flávio teria 4 indicações para a Corte e Alcolumbre e aliados passariam a controlar investigações sensíveis

    Flávio Bolsonaro e Davi Alcolumbre

    Flávio Bolsonaro e Davi Alcolumbre / Foto: Moreira Mariz/Agência Senado

    Brasília (DF) · 30 de abril de 2026

    Na quarta-feira (29/abr), o Senado Federal rejeitou a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. Pela primeira vez desde 1894, o plenário derrubou nome escolhido pelo presidente da República para a Corte.

    A articulação contou com o protagonismo de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Segundo a coluna de Malu Gaspar, em O Globo.

    Davi Alcolumbre passou os dias anteriores à votação pedindo votos contrários e lembrando senadores dos 97 pedidos de impeachment contra ministros do STF que permanecem engavetados em sua mesa.

    A frase repetida em conversas reservadas, segundo as famosas “fontes” da jornalista, foi “Faça o seu papel que eu farei o meu”.

    O presidente do Congresso Nacional não assumiu compromisso de pautar qualquer processo, mas deixou claro que a rejeição de Jorge Messias seria um passo necessário para avanços futuros.

    Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, atuou diretamente junto a grupos parlamentares e reforçou o argumento da “vontade popular” diante da desconfiança recorde em relação à Corte.

    Houve pacto de silêncio entre os dois líderes e seus aliados para evitar discursos no plenário e acelerar a votação.

    O episódio expõe as tensões latentes entre o Legislativo e o Judiciário. Ministros como Alexandre de Moraes e Flávio Dino preferiam a escolha de Rodrigo Pacheco (PSB-MG), considerado mais habilidoso na relação com o Parlamento.

    A derrota de Messias também coincide com o enterro da CPI do Banco Master, decisão que, segundo a Folha de S.Paulo, faz parte de um entendimento mais amplo com a oposição.

    Davi Alcolumbre prometeu a parlamentares da oposição que a próxima indicação ao STF caberá ao presidente eleito em outubro de 2026.

    Com as aposentadorias compulsórias previstas de Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes até 2030, o futuro chefe do Executivo poderá indicar até quatro ministros, alterando potencialmente a correlação de forças na Corte.

    O momento reforça a importância do equilíbrio de poderes para a preservação da democracia. Movimentações que concentram influência em um único ator ou utilizam pautas sensíveis como moeda de troca merecem escrutínio rigoroso, especialmente quando o país se prepara para um ciclo eleitoral decisivo.

    FAQ RÁPIDO

    1. Alcolumbre se comprometeu a pautar os pedidos de impeachment?
    Não. Ele usou os 97 requerimentos como argumento de convencimento, mas fontes ouvidas pelo O Globo afirmam que não houve compromisso formal.

    2. O que muda com a promessa de deixar a vaga para o presidente eleito?
    O próximo titular do Palácio do Planalto poderá indicar até quatro ministros do STF até 2030, ampliando sua capacidade de moldar o tribunal.

    3. Como isso afeta o equilíbrio institucional?
    A rejeição histórica reacende o debate sobre a independência entre os Poderes e o risco de que pautas judiciais sejam instrumentalizadas no jogo político-eleitoral.



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