“Ilação infeliz e irresponsável” que “não colabora para a pacificação que se espera do País“, disse Alexandre Silveira (Minas e Energia) sobre declarações do governador mineiro
O governador mineiro Romeu Zema (Novo-MG) afirmou na manhã desta segunda-feira (16/1) que o governo Lula fez “vista grossa” sobre o vandalismo dos terroristas bolsonaristas em ‘8 de Janeiro’, para sair como “vítima“. E que qualquer declaração dita antes da conclusão das investigações é “achismo“, mas que ele pode “supor” que houve uma omissão por parte dos órgãos de segurança do atual Governo.
“Me parece que houve um erro da direita radical, que é minoria. Houve um erro também, talvez até proposital, do governo federal, que fez vista grossa para que o pior acontecesse e ele se fizesse, posteriormente, de vítima. É uma suposição. Mas as investigações vão apontar se foi isso“, disse em entrevista à Rádio Gaúcha. “Tudo é uma suposição, qualquer conclusão agora é prematura, mas o Gabinete de Segurança Institucional que está subordinado ao Ministério da Justiça foi comunicado previamente da situação e não se mobilizou, não fez nenhum plano de contingência“, prosseguiu.
Sobre a possibilidade de infiltrados no ato de terrorismo em Brasília, Zema disse que “é uma possibilidade. Esse tipo de ocorrência é típico e característico da esquerda, que já fez diversas depredações, inclusive aqui em Minas Gerais no passado, em uma fábrica de celulose, que teve o seu viveiro totalmente depredado por pessoas da esqueda. É um modus operandi muito mais característico, mas qualquer conclusão agora é prematura. O que se demonstrou naquele domingo, dia 8 de janeiro, foi uma lerdeza gigantesca de quem está ali para poder defender as instituições“, disse Zema.
Após a declaração infeliz, o ministro de Minas e Energia, que é advogado e também é mineiro, afirmou em seu perfil no Twitter que a “ilação” é “infeliz e irresponsável”:
“Há muito não se ouvia algo tão estarrecedor e absurdo. Sua declaração deve ser repudiada. Essa postura em nada colabora para apuração dos fatos criminosos nem para a pacificação que se espera do País. Ao contrário, inventa teorias absurdas. As ações criminosas de extremistas em atos antidemocráticos são inadmissíveis e deverão ser punidas com o rigor da lei”, escreveu o ministro.
“Apesar dessa atitude desrespeitosa e descabida do governador, reitero o meu compromisso de continuar trabalhando para ser ponte entre o Governo Federal e o Estado, de forma a beneficiar as mineiras e os mineiros. O momento exige responsabilidade de todos”.

Infelizmente há radicais em todos os movimentos, isto é resultado de fanatismo.
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