Zeidan diz que ‘danos’ de Guedes ao país ‘vão durar décadas’ e sente saudade do PT

O ex-pesidente LULA e a ex-presidente Dilma em encontro em São Paulo. Ao fundo, o economista Rodrigo Zeidan, colunista da Folha de São Paulo | Sobreposição de imagens

LULA sempre afirma que “o difícil não é ganhar as eleições. Bolsonaro destruiu tudo”. Texto do economista na Folha implicita legado dos governos petistas

O professor da New York University Shanghai (China) e da Fundação Dom Cabral, o economista Rodrigo Zeidan, diz que os “danos causados pela administração do ministro da Economia, Paulo Guedes”, no governo Bolsonaro, “vão durar décadas”, confirmando as insistentes afirmações de LULA de que não é “difícil ganhar as eleições”, mas será difícil reerguer este país. O ex-presidente sempre menciona, em seus discursos, a destruição causada pela equipe do chefe do Executivo, desde sua posse.

O professor observa que o papel de uma equipe econômica é “implementar boas políticas de crescimento e distribuição de renda, aumentar a credibilidade interna e externamente, melhorar o ambiente de negócios e gerenciar expectativas para cultivar investimentos. E, no meio de uma pandemia, salvar a população”, também como sempre disse LULA, no início da crise de saúde: “Depois que a gente salvar o povo, a gente discute como salvar a economia, como fazer o país voltar a crescer, como gerar emprego, como distribuir renda”, afirmou em 2020.

Zeidan prossegue, em seu artigo na Folha, apontando “saldo inequívoco” da “pior equipe econômica da história brasileira” e diz que sente saudade “de Guido Mantega”, ministro da Fazenda de LULA, no extinto ministério que cuidava da formulação e execução da política econômica nacional, da administração fazendária da União, por meio de sua Secretaria do Tesouro Nacional, e da administração superior da estrutura fiscal federal, por meio de sua Secretaria da Receita Federal. O autor do texto exagera ao incluir “Zélia Cardoso de Mello”. “Os danos … vão durar décadas. E não é exagero”, acrescenta.

“Pessoas não ressuscitam”, diz se referindo aos mortos da pandemia, “desmatamento pode nunca ser revertido, armar a população vai gerar milhares de mortes, fome limita o desenvolvimento humano e perdemos pelo menos 0,5% de PIB potencial por pelo menos dez anos”.

“Se o objetivo do governo era manter a economia funcionando, ele não foi alcançado. E a razão é simples: recuperação econômica é questão de confiança. Quando os economistas batem cabeça e perdem tempo desmontando programas importantes, só para trazê-los de volta piores e com nomes diferentes, as pessoas param de gastar e as empresas param de investir”, afirma, referindo-se implicitamente a todos os programas sociais implantados pelos governos LULA e Dilma.

“É bom lembrar que a equipe econômica foi contra o auxílio emergencial e se não fosse o Congresso empurrar goela abaixo teríamos um desastre ainda maior”, lembra, também implicitando que principalmente o Partido dos Trabalhadores lutou bravamente por valores maiores que as migalhas pretendidas pelo governo.

“O que temos depois de três anos… Um país com pior distribuição de renda, mais desmatamento, fome, e sem qualquer investimento educacional”, pontua o economista novamente deixando implícito para o leitor que nos áureos tempos de LULA e Dilma o oposto ao que foi argumentado era evidente.

“Estagflação com mais de 660 mil mortos. Vejo que o governo nos entregou peste, fome e morte. E não creio que já tenha acabado”, finaliza.

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