Cristiano Zanin manteve Ricardo Couto (presidente do TJRJ) como governador interino do Rio de Janeiro, negando pedido da Alerj para posse imediata de Douglas Ruas (PL). Decisão garante estabilidade após Cláudio Castro ter sido declarado inelegível. O STF ainda vai definir se haverá eleição direta ou indireta para o mandato-tampão.
Brasília (DF) · 24 de abril de 2026
O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), manteve o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), desembargador Ricardo Couto, como governador interino do Rio de Janeiro.
A decisão, também reportada por várias fontes, rejeita pedido da Alerj para que o recém-eleito presidente da Casa, deputado Douglas Ruas (PL), assuma imediatamente o Executivo estadual.
O caso revela tensões entre poderes no Rio de Janeiro, com o PSD — legenda ligada a Eduardo Paes — defendendo eleições diretas para o mandato-tampão que vai até dezembro.
Já o PL, alinhado a Cláudio Castro, busca via Alerj consolidar Douglas Ruas na linha sucessória.
Zanin atuou para evitar instabilidade, mantendo a liminar de março que suspendeu eleição indireta pela Assembleia até o plenário do STF definir o modelo — direto ou indireto.
Ricardo Couto completa um mês acumulado no cargo nesta sexta-feira (24/abr), exercendo “vida dupla” entre Palácio Guanabara e TJRJ.
Ele promoveu exonerações em massa e auditorias em contratos, o que gerou queixas reservadas de aliados do ex-governador Cláudio Castro (PL), inelegível pelo TSE desde março.
A oposição aplaude as medidas de ajuste.
A Alerj elegeu Douglas Ruas presidente em 17 de abril, em votação contestada e boicotada por parte da oposição.
No dia 23, a Mesa Diretora protocolou pedido ao STF para transferência imediata do governo, alegando “fato novo” na ordem sucessória da Constituição estadual.
Douglas Ruas ainda se reuniu com Zanin, mas o ministro sinalizou aguardar o julgamento definitivo.
A manutenção de Ricardo Couto preserva a ordem institucional em meio à crise aberta pela renúncia de Cláudio Castro na véspera da condenação por abuso de poder.
O STF discute unificar o pleito com as eleições de outubro, o que poderia ampliar o papel do voto popular e mitigar riscos de captura da máquina estadual por grupos políticos.
O acórdão do TSE sobre Cláudio Castro segue pendente de publicação integral, elemento chave para o desfecho. Detalhes adicionais serão atualizados conforme evoluções.
FAQ Rápido
Por que Ricardo Couto continua no governo?
Decisão liminar de Zanin suspendeu eleição indireta e priorizou estabilidade até plenário do STF julgar.
Douglas Ruas pode assumir?
Depende de recurso ao STF (relator Luiz Fux em uma ação). Atual pedido foi mantido sem deferimento imediato.
O que vem a seguir?
Julgamento no STF definirá eleição direta ou indireta; possibilidade de unificação com outubro mantém Couto interinamente.
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