Deputada bolsonarista enfrenta polêmica após ocupar plenário com filha pequena de apenas 4 meses durante manifestação contra prisão de Jair Bolsonaro, gerando denúncia por suposto risco à criança
Brasília, 07 de agosto de 2025
Na noite de quarta-feira (6/ago), a deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) causou controvérsia ao levar sua filha de quatro meses para a ocupação do plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília.
O ato, organizado por deputados da oposição, principalmente do Partido Liberal (PL), visava obstruir as sessões legislativas em protesto contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por suposta tentativa de golpe de Estado.
A presença da bebê, chamada Olívia, durante a manifestação, que incluiu deputados sentados na cadeira do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), gerou críticas de parlamentares da base governista, que acusaram Zanatta de expor a criança a um ambiente de tensão e instabilidade, conforme mostrou a CNN Brasil.
O deputado Reimont (PT-RJ), presidente da Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial, e o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, acionaram o Conselho Tutelar de Brasília para investigar a conduta de Zanatta.
No ofício, Reimont argumentou que a deputada colocou Olívia em risco ao expô-la a um cenário de “instabilidade, risco físico e tensão institucional”, violando o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
A ocupação, que durou mais de 24 horas, também pressionava pela votação de projetos como a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 e o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do STF.
A ação foi marcada por alertas da Polícia Legislativa sobre possível intervenção para desocupar o plenário, o que elevou o clima de confronto.
Júlia Zanatta rebateu as críticas, afirmando que sua licença-maternidade terminou em 26 de julho e que levou a filha por necessidade, já que Olívia está em fase de amamentação exclusiva.
Em suas redes sociais, a deputada acusou os críticos de hipocrisia, apontando que a deputada Talíria Petrone (PSOL-RJ) já levou sua filha ao plenário em 2021 sem questionamentos.
“Eles querem inviabilizar o exercício profissional de uma mulher usando uma criança como escudo”, escreveu Zanatta, ironizando as acusações e chamando os opositores de “canalhas”.
Ela também destacou que o ato ocorreu na “Casa do Povo” e que sua presença era uma forma de cumprir seu mandato e prestar contas aos eleitores.
A polêmica levantou debates sobre os limites éticos da atuação parlamentar e a presença de crianças em espaços políticos.
Especialistas, como o advogado Geraldino Santos Nunes Júnior, da OAB/DF, afirmaram que não há vedação legal para mães levarem bebês ao plenário, especialmente para amamentação, e que a denúncia pode ter motivação política.
Após a repercussão, Zanatta deixou o plenário com Olívia, e o Conselho Tutelar ainda não se pronunciou oficialmente.
O caso, que ganhou apoio de eleitores conservadores nas redes sociais, onde Olívia foi chamada de “bebê patriota”, expõe tensões entre maternidade, política e segurança infantil em um contexto de polarização.









O CT deveria retirar a guarda da criança por negligência.
Além de tudo, expôs a criança, num ambiente insalubre, de gente com faculdades comprometidas! … realmente muito perigo à saúde e à integridade física do bebê!
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