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Zambelli tirou celular novo da caixa para Bolsonaro conversar com Delgatti e autorizar golpe, diz hacker

    Antes, Delgatti já havia sido levado pela deputada para uma reunião de duas horas e meia com o então presidente, hoje inelegível, no Palácio do Alvorada

    Jair Bolsonaro (PL) conversou por telefone com o hacker de Araraquara, Walter Delgatti Neto, com intermediação da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), em setembro de 2022, em um restaurante na rodovia Anhanguera, da rede Frango Assado.

    Antes, Delgatti já havia sido levado pela deputada para uma reunião de duas horas e meia com o então presidente, hoje inelegível, no Palácio do Alvorada.

    Em depoimento à Polícia Federal, o especialista contou que tinha a “missão” de invadir as urnas eletrônicas para desmoralizar o sistema eleitoral brasileiro.

    Ele também falou que conversou com Bolsonaro por meio de um celular novo retirado da caixa pela parlamentar, no qual colocou um chip virgem, escreve o jornalista Joaquim de Carvalho, no ‘Brasil247‘.

    Zambelli pediu que Delgatti invadisse a conta de e-mail e o telefone do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) e então presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Alexandre de Moraes, caso não conseguisse ‘entrar’ no sistema.

    O hacker apenas conseguiu acessar o sistema do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e registrar um mandado de prisão assinado por Alexandre de Moraes contra o próprio Alexandre de Moraes.

    O documento foi descoberto em 5 de janeiro, a três dias da invasão das sedes dos três poderes, em Brasília, e provocou uma mudança no sistema de informática do órgão.

    Delgatti contou que recebeu depósitos em sua conta bancária feitos por assessores de Carla Zambelli, o que comprovará o vínculo entre eles. 

    Houve também, segundo seu depoimento, entrega de dinheiro vivo, que é mais difícil de ser rastreado, mas não impossível. 

    A Polícia pode buscar saques em espécie de assessores de Carla Zambelli e confrontar com depósitos na conta de Walter Delgatti.

    A investigação é sigilosa, e está sob jurisdição do Supremo Tribunal Federal. Bolsonaro, assim como Carla Zambelli, está no centro da investigação, sob a suspeita de mandar invadir o sistema de informática do Poder Judiciário.

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