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Zambelli reclamou que foi cassada na data da perseguição de Filipe IV aos cristãos templários, uma sexta-feira 13

    Deputada bolsonarista classificou a escolha da data como “muito grave”

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    Após o TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral) de São Paulo cassar o mandato e tornar inelegível a deputada bolsonarista Carla Zambelli (PL-SP), uma reação surpreende o meio político e judicial, bem como a sociedade civil: uma nota foi emitida pelos advogados da parlamentar afirmando que ela considera “muito grave” o fato de seu caso ter sido apreciado em uma sexta-feira 13.

    A bolsonarista teria motivos para reclamar do dia do mês, que remete ao número de registro do Partido dos Trabalhadores, legenda de esquerda a qual Zambelli faz oposição e que foi fundada pelo Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Mas não.

    A nota diz que “é interessante a coincidência desse julgamento ocorrer em uma plena sexta-feira 13, data conhecida pela perseguição aos cristãos templários ordenada pelo rei francês Filipe IV“, escreveu, conforme transcrição no Estadão Conteúdo.

    Segundo a mídia, a parlamentar também afirmou que “a justiça de Deus está agindo” e que “nada mudou” com o julgamento no TRESP: “Por enquanto, a maioria está formada no sentido da minha cassação. Mas isso ainda pode ser revertido com o pedido de vista que foi feito. Sigamos em frente, sempre com muita fé“, disse.

    Nesta sexta-feira (13/11), o TRE-SP julgou uma AIJE (Ação de Investigação Judicial Eleitoral) proposta pela ‘colega’ de Zambelli, a deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL). No julgamento, o relator do caso, desembargador José Antonio Encinas Manfré, votou pela cassação do diploma e pela inelegibilidade da parlamentar do PL.

    O relator argumentou que Zambelli publicou conteúdos que buscavam desacreditar o sistema eleitoral e disseminar informações falsas. Seu foto foi acompanhado pelos juízes Silmar Fernandes, presidente do TRE-SP, Cotrim Guimarães, e Claudio Langroiva.

    A Corte Eleitoral paulista formou maioria para cassar a deputada, já que quatro dos sete juízes que compõem o colegiado se manifestaram favoravelmente à cassação. Porém, o julgamento foi suspenso após um pedido de vistas da juíza Maria Cláudia Bedotti.

    Ainda restam os votos dos juízes Régis de Castilho e Rogério Cury. Além disso, cabe recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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