Deputada presa na Itália planeja revelar detalhes comprometedores sobre articulação com Jair Bolsonaro e seus filhos, segundo Joice Hasselmann
Brasília, 07 de setembro de 2025
Em um vídeo publicado nas redes sociais, a ex-deputada Joice Hasselmann afirmou que a sua ex-amiga Carla Zambelli, atualmente detida na Itália, está considerando negociar uma delação premiada com o Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo Hasselmann, Zambelli se sente “abandonadinha” e, em desespero, planeja “abrir a caixa de ferramentas” para revelar informações que podem comprometer Jair Bolsonaro, Carlos Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Flávio Bolsonaro.
A suposta delação incluiria detalhes sobre a contratação do hacker Walter Delgatti Neto para invadir os sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), um crime que, segundo Hasselmann, teria sido articulado diretamente com o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Hasselmann, que já foi líder do governo Bolsonaro na Câmara dos Deputados, mas hoje é uma crítica ferrenha do grupo, destacou que “se ela fizer isso, será a primeira vez na vida que fará algo certo, que merece aplausos”.
A ex-deputada incentivou Zambelli a “ter coragem” e revelar a verdade sobre o que chama de “gangue que ocupou o máximo posto do poder em Brasília”.
O vídeo foi amplificado por publicações no X, como a do influenciador Vinicios Betiol, que repercutiu as declarações de Hasselmann.
A Joice Hasselmann, ex-líder do governo Bolsonaro, afirmou que a Carla Zambelli ESTÁ NEGOCIANDO UMA DELAÇÃO PREMIADA. Ela estaria em desespero na prisão e se sentindo abandonada na Itália. Por esse motivo, ela planeja entregar tudo mundo! pic.twitter.com/r6TQ3JWvbV
— Vinicios Betiol (@vinicios_betiol) September 6, 2025
Carla Zambelli foi condenada pelo STF em maio a 10 anos de prisão em regime fechado por envolvimento na invasão dos sistemas do CNJ, realizada por Walter Delgatti Neto entre agosto de 2022 e janeiro de 2023.
A ação incluiu a inserção de documentos falsos, como um mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes. Delgatti, conhecido pelo caso Vaza Jato, também foi condenado a oito anos e três meses de prisão.
Ambos foram considerados culpados pelos crimes de invasão de dispositivo informático e falsidade ideológica, com uma indenização de R$ 2 milhões por danos materiais e morais coletivos.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) apontou Zambelli como a “mentora intelectual” do ataque, alegando que ela contratou Delgatti para desacreditar o sistema judiciário e obter vantagens políticas.
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Durante as investigações, Delgatti confessou o crime e confirmou que agiu a mando de Zambelli, detalhando pagamentos de cerca de R$ 40 mil, parte em transferências via Pix e parte em espécie, feitos por assessores da deputada.
A defesa de Zambelli, representada pelo advogado Fábio Pagnozzi, negou categoricamente as alegações de que ela estaria negociando uma delação premiada.
Em agosto, Pagnozzi classificou como “inoportuna” uma declaração semelhante do ministro Márcio França, reforçando que “a possibilidade de sua cliente delatar aliados para reduzir pena não existe”.
A defesa também contestou as acusações do caso CNJ, argumentando que não há provas concretas contra Zambelli e que as alegações de Delgatti foram desmentidas pela investigação.
Por outro lado, Delgatti já manifestou interesse em delação premiada desde 2023, quando foi preso pela Polícia Federal (PF).
Ele afirmou ter prestado serviços a Zambelli e se reunido com Jair Bolsonaro no Palácio da Alvorada para discutir a segurança das urnas eletrônicas.
Segundo o hacker, Bolsonaro chegou a oferecer um indulto caso ele fosse preso por ações contra o sistema eleitoral.








Nada de novo. A imundície da familicia dos bozzobostas só aumenta…Metam o ferro , ainda mais, nesses golpistas.
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