YouTube desmonetiza todos os canais da Jovem Pan devido a desinformações sobre eleições

Decisão partiu da própria plataforma, após detecção de fake news no programa ‘Pingos nos Is’

A plataforma de compartilhamento de vídeos YouTube, por iniciativa própria, desmonetizou todos os canais da emissora de rádio e TV Jovem Pan, devido a desinformaçõs sobre as eleições.

O YouTube disse que o programa “Pingos nos Isincorreu em repetidas violações das nossas políticas contra desinformação em eleições e nossas diretrizes de conteúdo adequado para publicidade, incluindo as relacionadas a questões polêmicas e eventos sensíveis, atos perigosos ou nocivos, além de outras políticas de monetização“.

Desta forma, suspendemos a monetização do respectivo canal e dos outros que integram a rede Jovem Pan no YouTube, de acordo com nossas regras“, esclareceu a empresa, conforme transcrição de nota feita pelo portal de notícias O Globo.

A emissora já é “alvo de um ação que tramita no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e investiga se a emissora deu “tratamento privilegiado” a Jair Bolsonaro (PL) durante a campanha“, diz texto da jornalista Malu Gaspar. Tutinha, presidente da emissora, é investigado por suposta prática de uso indevido dos meios de comunicação.

O PT acusa a Jovem Pan de ter se tornando “o braço mais estridente do bolsonarismo“, com a difusão de ataques e fake news contra o sistema eleitoral, o Supremo e o TSE, além da promoção de uma “campanha difamatória” conta Lula em seus diversos programas transmitidos em rádio, televisão e no YouTube.

O maior partido de esquerda da América Latina diz ainda que a Jovem Pan é parcial e confere tratamento privilegiado a Jair Bolsonaro, que “vem irrigando os cofres da emissora com verbas públicas por meio de publicidade”, em montante que alcançou, em 2021, o triplo dos valores recebidos no último ano do governo anterior, de Michel Temer, escreve Gaspar.

O PT ainda critica a Jovem Pan por atacar a conduta de ministros do STF e do TSE, acusados de não serem imparciais por comentaristas da emissora, além de repetir informações falsas sobre as urnas eletrônicas, como a acusação de que o sistema não é auditável.

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