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    “Não permitiremos a lei da selva”: Xi Jinping defende soberania em reunião com príncipe de Abu Dhabi

    Visita do herdeiro ao poder em Pequim rende 24 acordos bilaterais e reforça parceria estratégica entre China e Emirados, enquanto o líder chinês critica ações unilaterais no Oriente Médio em meio a tensões regionais

    Xi Jinping e príncipe de Abu Dhabi

    O presidente Xi Jinping e o príncipe herdeiro de Abu Dhabi, Sheikh Khaled bin Mohamed bin Zayed Al Nahyan, durante o encontro no Grande Salão do Povo, em Pequim |14.4.2026| Crédito: Reprodução de vídeo do Ministério das Relações Exteriores da República Popular da China / Imagem redes sociais

    RESUMO
    URBS MAGNA

    Pequim (ZH) · 16 de abril de 2026

    O presidente Xi Jinping recebeu no Grande Salão do Povo, em Pequim, o príncipe herdeiro de Abu Dhabi, Sheikh Khaled bin Mohamed bin Zayed Al Nahyan.

    A reunião, que encerrou visita oficial de três dias aos Emirados Árabes Unidos, na terça-feira (14/abr), consolidou a parceria estratégica entre os dois países com a assinatura de 24 acordos nas áreas de comércio, investimento, energia, tecnologia e aviação civil.

    A Reuters e o comunicado oficial do Ministério das Relações Exteriores da China registram que Xi Jinping defendeu o respeito à soberania e à integridade territorial dos Estados do Golfo, além de reafirmar o compromisso com o Estado de direito internacional.

    Não permitiremos o retorno à lei da selva”, afirmou o líder chinês, em declaração interpretada por analistas como crítica direta a intervenções unilaterais na região.

    Logo Urbs Magna TV Pequim / Abu Dhabi
    Na manhã de 14 de abril,
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    O encontro ocorreu em momento de elevada tensão no Oriente Médio. A China mantém relações comerciais robustas tanto com os Emirados Árabes Unidos quanto com o Irã, e Xi Jinping reiterou a disposição de Pequim para atuar como mediadora construtiva, promovendo coexistência pacífica e arquiteturas de segurança coletiva.

    Circulam nas redes sociais alegações, originadas de uma publicação no X, de que a delegação emiratense teria tentado condicionar o aprofundamento dos laços econômicos a uma ruptura chinesa com Teerã.

    Portais oficiais chineses ou veículos como Gulf News e The National reportaram o encontro, mas não registram qualquer episódio dessa natureza. Ao contrário, os relatos destacam o tom positivo e a assinatura de novos contratos.

    A visita reforça a crescente influência chinesa no Golfo, onde soberania , diplomacia multilateral e respeito ao direito internacional ganham espaço frente a abordagens unilaterais.

    Para Oriente Médio, o recado de Pequim sinaliza que a estabilidade regional passa necessariamente pela preservação da justiça e da democracia nas relações entre Estados.

    Fontes oficiais confirmam ainda que Sheikh Khaled elogiou o papel da China na busca por soluções políticas para os conflitos atuais e reafirmou o compromisso dos Emirados com a cooperação estratégica de longo prazo.




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