Após o despacho, usuários das redes sociais se mostram otimistas quanto a uma investigação sobre a intenção da emissora em divulgar imagens editadas, para causar o entendimento de que ocorreu conivência do general Gonçalves Dias, que é amigo de Lula
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes deu prazo de 48h, nesta quarta-feira (19/4), para que a PF (Polícia Federal) ouça o ex-ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), general Gonçalves Dias, e um prazo mais curto, de 24h, para que o substituto interino da pasta, Ricardo Cappelli, informe à Corte quem são os servidores civis e militares que aparecem no vídeo editado pela ‘CNN‘, com imagens de uma das câmeras de segurança do Palácio do Planalto, feitas durante os atos golpistas de 8 de janeiro.
Moraes fez o despacho nesta quarta-feira (19/4) e o tornou público nesta quinta-feira (20/4): “Na data de hoje, a imprensa veiculou gravíssimas imagens que indicam a atuação incompetente das autoridades responsáveis pela segurança interna do Palácio do Planalto, inclusive com a ilícita e conivente omissão de diversos agentes do GSI“, diz trecho da decisão.
O ministro também determinou que o governo informe se cumpriu integralmente duas decisões anteriores assinadas por ele: a obtenção das imagens de “todas as câmeras do Distrito Federal” e a oitiva de todos os envolvidos na contenção dos atos.
Horas após as imagens terem sido divulgadas, Dias e o número 2 do GSI, Ricardo José Nigri, pediram demissão dos cargos e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) definiu que o secretário-executivo do Ministério da Justiça, Ricardo Cappelli, substituísse o ministro como novo interino do GSI.
Após a decisão de Alexandre de Moraes, usuários da rede social ‘Twitter‘ estão otimistas quanto à uma averiguação sobre a intenção da ‘CNN‘ em divulgar imagens editadas, para causar o entendimento de que ocorreu conivência do general, que é amigo de Lula.
“Alguém sabe me responder se pode e/ou vai dar algum pepino pra ‘CNN Brasil‘ por ter liberado as imagens com edições e cortes bizarramente tendenciosos?“, questionou um perfil na plataforma. Outro disse que “o Alexandre não dá ponto sem nó” e parabenizou o ministro, demonstrando “respeito” por “sua atuação”.
Na sequência dos comentários, outros usuários da rede social afirmam que “os bolsonaristas acharam que o ‘Xandão‘ não ia atrás de saber o que realmente rolou” e mais um ainda demostrou explicitamente seu contentamento: “Quem diria que o ministro escolhido pelo [ex-presidente Michel] Temer fosse o que mais teria colhões?!”.
