A publicitária Maria Christina Mendes Caldeira vive desde 2017 na Flórida, para onde foi depois de sair do Brasil se dizendo perseguida e ameaçada por pessoas ligadas a seu ex-marido Valdemar Costa Neto, presidente do Partido Liberal, que hoje abriga o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Um dos exemplos da alegada perseguição está em um vídeo que a web resgatou, de um depoimento dado por ela, em 2005, no Conselho de Ética da Câmara. Maria Christina causou risos ao afirmar que o ex-marido deu uma mala de dinheiro de tamanho semelhante às mesmas malas que parlamentares ganham na Casa.
Veja abaixo e leia mais a seguir:
Mais recentemente, ao saber que o partido do ex-marido passaria a abrigar Jair Bolsonaro, um áudio vazado nas redes sociais mostra que ela o advertiu sobre ele ser novamente preso e avisou: “Deixa de ser burro!“.
A gravação é de novembro de 2022. Valdemar acabou sendo, de fato, preso na ‘Operação Tempus Veritatis‘, deflagrada pela Polícia Federal por determinação do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moares, no âmbito da investigação sobre a tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro.
Não havia mandado de prisão contra Valdemar, mas a Polícia Federal cumpriu seu dever ao encontrar uma arma de fogo em sua residência, sem registro de posse. Depois, Moraes decidiu converter a prisão em preventiva e o presidente do PL segue detido na Superintendência da instituição policial, em Brasília (DF).
No áudio, Maria Christina diz: “Essa coisa de você contestar a Democracia, você entrou em uma briga que você não devia entrar. Eu acho que tá na hora desse PL ser cassado, né? Você está pronto para ir para a cadeia de novo? Eu não acredito que um cara que foi preso, se refez e vai se enfiar em meleca de novo”.
Maria Christina acrescenta que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, mulher de Bolsonaro, teria sido “peguete” de Valdemar. E que ele teria acobertado uma “evasão de divisa e sonegação dos Bolsonaros”.
Ouça a seguir:
