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Web resgata decepção de Lula com a elite incomodada porque pobres “estavam ficando igual a eles” (vídeo)

    Quando as pessoas trocavam um jumento por uma motocicleta, era uma ascensão extraordinária”, mas “as pessoas que eu pensei que aceitavam isso como natural, ficava incomodada”, afirmou o estadista, em uma entrevista antiga – ASSISTA

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    Na rede social ‘X’, o perfil @CostaJr2023, em cuja bio diz “Trabalhador, Progressista, Petista, Lulista, Dilmista, filiado ao PT! Democracia sempre, ditadura nunca mais! Lula é Presidente do Brasil!!!“, compartilhou um vídeo de uma entrevista antiga concedida pelo Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    Nas imagens, o estadista argumenta sobre sua decepção com a elite que ficou incomodada quando perceberam que os pobres, durante seu governo, “estavam ficando igual a eles“. Lula diz, para o jornalista:

    “O que mais o que mais me assusta em todo esse processo de pobres e ricos, de Nordeste e Sudeste, é o preconceito que está estabelecido culturalmente na cabeça das pessoas. Ou seja, as pessoas não aceitam que as pessoas do andar de baixo subam um degrau.

    Não é nem tirar nada deles, é chegar próximo deles. Tem um setor da classe média que pensa como se fosse rico. Ou seja, o cidadão médio, que ganha um salário razoável, quer ter o padrão de vida do seu patrão.

    Ele quer viajar a Paris nas férias, ele quer colocar o filho na melhor escola, em que o patrão coloca o seu. Ele é de classe média, às vezes um assalariado, mas ele tem na cabeça dele uma prática, que é como o seu patrão.

    De não aceitar que o filho da empregada esteja no banco da escola que o filho dela está.

    Tem esse esse filme, da Anna Muylaert, ‘Que Horas Ela Volta?’, que retrata muito a ascensão dos pobres nesse país e o preconceito contra essa ascensão. Eu jamais imaginei que existiria… esse preconceito tão forte. Ou seja, de você… Não é que você está perdendo um prato de comida, você não quer que o outro coma um prato igual ao que você está comendo.

    Eu eu já vivi isso – e eu não era mais uma figura desconhecida – entrar num restaurante aqui em São Paulo e passar numa mesa e ver a pessoa dizer “É, ele disse que é pobre, mas tá comendo no restaurante da gente“. Ou seja, é o fato de incomodar. As pessoas mais humildes, estarem frequentando os mesmos lugares, ir pra teatro, ir pra cinema, ir pra restaurante.

    Essa coisa vem desde a criação do Brasil. Isso, eu pensei que estava mudando, assumi a Presidência na disposição de mudar. A minha frustração é porque eu não conheço ninguém que tratou todo mundo com igualdade de condições, como eu tratei.

    Não teve um empresário nesse país que não ganhou dinheiro no meu governo. Não teve um banqueiro que não ganhou dinheiro no meu governo. Não teve um trabalhador que não teve aumento de salário no meu governo. Ou seja, foram 12 anos seguidos de aumento do salário mínimo, foi legalizar a empregada doméstica e dar ela a cidadania. Foi acabar com uma frente de trabalho e dar emprego efetivamente para os pobres. Foi fazer com que as pessoas se sentissem, sabe, cidadão de primeira classe eu teria o direito de ir e vir.

    Quando a pessoa trocava um jumento da por uma motocicleta, era uma ascensão extraordinária. O cidadão passava a participar do processo produtivo do Brasil, passava a ser um consumidor. E aí é que a economia começa a crescer. E as pessoas que eu pensei que aceitavam o isso como uma coisa natural…

    Porque cada vez que o pobre sobe um degrau, é possível que os outros também subam um degrau. Porque… qual é a lógica? Foram 22 milhões de empregos criados em 12 anos de PT. Foi a maior política de inclusão social da história do país. Quando o trabalhador trabalha, ele ganha um salário e ele vira um consumidor. Ele vai comprar sapato, ele vai comprar roupa, vai comprar comida, vai comprar caderno, vai ao cinema, vai ao teatro.

    Ou seja, na hora que ele começa a usufruir dessas coisas, a indústria é obrigada a produzir mais. O comércio é obrigado a vender mais. Ele começa a melhorar a sua casa, ele começa a fazer um quarto a mais, ele começa a fazer uma cozinha a mais, ele faz um banheiro a mais, e por si só, a economia vai crescendo. E quando eu achei que todo mundo e estava gostando disso, tinha uma parte da sociedade que já tinha isso, que ficava incomodada com aqueles que não tinham”.

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