Montagem nas redes sociais mostra a foto de Bolsonaro sem camisa com uma placa de Ourives, após operação da Polícia Federal contra alvos de esquema de vendas de joias
Militância bolsonarista “está completamente desorientada e acuada para defender o ex-presidente nesse episódio“, escreve jornalista – SAIBA MAIS
“O entorno mais próximo de Jair Bolsonaro já avalia um efeito político devastador na imagem do ex-presidente com essa nova operação da PF“, escreve no ‘g1‘ o comentarista da ‘GloboNews‘, Gerson Camarotti. “Independentemente dos efeitos jurídicos, integrantes do PL reconhecem que Bolsonaro foi definitivamente para a defensiva no caso das joias“, prossegue.
Segundo Camarotti, aliados acham “difícil explicar por que relógios recebidos de presente por Bolsonaro foram vendidos no exterior e, depois, recomprados“.
“O pior de tudo é esse silêncio de Bolsonaro sobre tudo que surgiu no caso das joias. Se ele não fala nada, fica difícil a gente defender o indefensável“, disse um ex-ministro de Bolsonaro, conforme transcreveu o jornalista.
“A percepção desses interlocutores é de que o caso desmonta toda a imagem que Bolsonaro tentava construir de combate à corrupção, que foi o mote da campanha de 2018“, informa.
“As movimentações milionárias nas contas de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro; do pai dele, Mauro Lourena Cid, colega de Bolsonaro; e a participação do advogado de Bolsonaro, Frederick Wassef, explicitam que todos agiam no interesse direto do próprio ex-presidente da República“, argumenta .
“Agora, a grande preocupação é com o tamanho do estrago político — especialmente, entre os eleitores bolsonaristas“.
“Até aqui, o monitoramento das redes sociais indica que a militância está completamente desorientada e acuada para defender o ex-presidente nesse episódio“.
Saiba mais:

PF investiga desvio de bens utilizando estrutura do Estado brasileiro – Os bens, de alto valor patrimonial, seriam posteriormente vendidos no exterior
Brasília/DF – A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (11/8) a Operação Lucas 12:2, que tem o objetivo de esclarecer a atuação de associação criminosa constituída para a prática dos crimes de peculato e lavagem de dinheiro.
Estão sendo cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, dois em Brasília/DF, um em São Paulo/SP e um em Niterói/RJ.
Os investigados são suspeitos de utilizar a estrutura do Estado brasileiro para desviar bens de alto valor patrimonial, entregues por autoridades estrangeiras em missões oficiais a representantes do Estado brasileiro, por meio da venda desses itens no exterior.
Os valores obtidos dessas vendas foram convertidos em dinheiro em espécie e ingressaram no patrimônio pessoal dos investigados, por meio de pessoas interpostas e sem utilizar o sistema bancário formal, com o objetivo de ocultar a origem, localização e propriedade dos valores.
Os fatos investigados configuram, em tese, os crimes de peculato e lavagem de dinheiro.
As ações ocorrem dentro do inquérito policial que apura a atuação do que se convencionou chamar “milícias digitais” em tramitação perante o Supremo Tribunal Federal.
O nome da operação é uma alusão ao versículo 12:2 da Bíblia, que diz: “Não há nada escondido que não venha a ser descoberto, ou oculto que não venha a ser conhecido “.
