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Wang Yi manda recado ao Japão: “Abram bem os olhos; não sejam imprudentes e não repitam erros” (vídeo)

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    14ª Assembleia
    14ª Assembleia Popular Nacional / Coletiva de imprensa sobre a diplomacia da China em Pequim |8.3.2026| Wang Yi – membro do Birô Político do Comitê Central do PCC e Ministro das Relações Exteriores / Imagem reprodução/CGTN


    Beijing (CN) · 08 de março de 2026

    Na coletiva de imprensa sobre política externa realizada na margem da quarta sessão da 14ª Assembleia Popular Nacional (NPC), o membro do Birô Político do Comitê Central do Partido Comunista da China e ministro das Relações Exteriores, Wang Yi, dedicou atenção explícita às relações com o Japão, criticando declarações da primeira-ministra Sanae Takaichi sobre uma possível “contingência em Taiwan”.

    De acordo com o Global Times, Wang Yi declarou que “uma China que se fortaleceu e seus 1,4 bilhão de pessoas nunca permitirão que alguém justifique o colonialismo ou reverta o veredito sobre a agressão”.

    A afirmação ecoa o tom da coletiva transmitida ao vivo pela CGTN, onde o chanceler enfatizou que Taiwan é questão interna chinesa e que o Japão “não possui qualificação para interferir”.

    O China Daily destacou que Wang Yi contextualizou o momento histórico: 2025 marcou o 80º aniversário da vitória na Guerra de Resistência do Povo Chinês contra a Agressão Japonesa e da Guerra Antifascista Mundial.

    Este ano, 2026, coincide com o 80º aniversário da abertura do Julgamento de Tóquio, que, segundo o chanceler, “revelou com provas irrefutáveis os inúmeros crimes dos militaristas japoneses”.

    Observações sobre as relações históricas China-Japão
    As fontes chinesas — CGTN, China Daily e Global Times — recordam que as relações bilaterais carregam o peso da invasão japonesa iniciada em 1931 e intensificada em 1937, com a rendição do Japão em 1945 selando a vitória chinesa.

    O Julgamento de Tóquio (1946-1948) consolidou o veredito internacional contra os crimes de guerra.

    Wang Yi reiterou que Pequim jamais aceitará tentativas de “reverter o veredito da história”, posição alinhada à narrativa oficial chinesa de que a paz atual repousa no respeito à memória coletiva.

    Do lado japonês, veículos de referência reportaram os mesmos fatos com precisão factual, sem contestar o conteúdo, mas destacando o impacto nas relações bilaterais.

    O Nikkei titulou: “Ministro chinês Wang Yi critica Japão por interferência em Taiwan: ‘Não tem qualificação para interferir’”.

    O Mainichi resumiu: “O futuro das relações China-Japão depende da escolha do Japão”, citando Wang Yi diretamente.

    O Yomiuri e o Sankei reforçaram a crítica à primeira-ministra Sanae Takaichi por equiparar uma contingência em Taiwan a “situação de crise existencial” para o Japão, o que Pequim interpreta como pretexto para interferência.

    Perspectivas contrastantes
    Para a China, conforme o Global Times, a firmeza histórica é inegociável: “A China forte e seus 1,4 bilhão de pessoas nunca permitirão que alguém justifique o colonialismo”.

    A posição reflete o princípio de não interferência e defesa da soberania, reforçado por Wang Yi ao lembrar que “o direito de legítima defesa só se aplica quando um país sofre ataque armado”.

    Um trecho do evento mostra Wang Yi respondendo a um jornalista da Kyodo News. O chanceler condiciona o futuro das relações bilaterais à postura do Japão, exigindo uma reflexão profunda sobre seu histórico de agressão e colonização em Taiwan.

    Ele repudia a retórica de “crise de sobrevivência” usada para justificar a autodefesa coletiva, interpretando-a como uma tentativa de esvaziar a Constituição Pacifista e uma ameaça de interferência nos assuntos internos da China.

    Ao evocar o legado de justiça do Julgamento de Tóquio, o ministro alerta que a China contemporânea não permitirá retrocessos históricos ou a validação do colonialismo, instando o povo japonês a evitar a repetição de erros desastrosos do passado.

    Assista a seguir (selecione a bandeira para a legenda desejada) e leia mais depois:

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    A diretora do Departamento de Informação do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, expôs, na rede social X, que Wang Yi exorta o Japão a uma reflexão ética sobre seu passado imperialista, alertando que a estabilidade bilateral depende de Tóquio renunciar à retórica de intervenção em Taiwan.

    Segundo sua nota na plataforma de microblog, o chanceler repudia o uso do conceito de “crise de sobrevivência” como pretexto para o exercício da autodefesa coletiva — o que, em sua visão, esvazia a Constituição de Paz e remete ao militarismo histórico — reafirmando que a China, fortalecida por seus 1,4 bilhão de cidadãos, não tolerará retrocessos na justiça histórica estabelecida pelo Julgamento de Tóquio nem interferências em seus assuntos internos:

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    Do ponto de vista japonês, os jornais Nikkei, Mainichi, Yomiuri e Sankei registram a tensão como resultado da escolha política de Tóquio, mas mantêm o foco na necessidade de diálogo.

    Nenhum dos veículos nega o histórico de 1937-1945; ao contrário, contextualizam o atual atrito como continuação de divergências sobre Taiwan, sem, contudo, endossar a narrativa chinesa de “reversão histórica”.

    O Nikkei observa que Pequim exige respeito à “posição de que há apenas uma China”, enquanto Tóquio mantém sua interpretação própria sobre segurança regional.

    Wang Yi encerrou o segmento sobre o Japão com clareza: o futuro bilateral “depende da escolha do Japão”.

    A declaração, amplamente repercutida tanto em Beijing quanto em Tóquio, sinaliza que, apesar das trocas econômicas robustas, a memória histórica e a questão de Taiwan continuam a definir os limites da relação.

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



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