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Após ‘bomba’ do filho de Popó, ‘Cachorro Louco’ grava vídeo e fará novos exames: “Dor de cabeça”

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    Alexandr Wang
    Alexandr Wang sugere que o futuro do trabalho com IA será menos sobre a substituição completa de humanos. Em vez disso, será mais sobre um relacionamento complexo e colaborativo, em que os humanos permanecem firmemente envolvidos, especialmente quando as coisas dão errado | Foto: Ethan Pines/Forbes


    Entenda o que aconteceu durante a briga generalizada após a luta com o tetracampeão mundial de boxe, no Spaten Fight Night, na noite do último sábado, em São Paulo e a identificação via imagens da Globo



    Brasília, 28 de setembro de 2025

    Em um episódio que mancha a rica tradição dos esportes de combate no Brasil, o lendário lutador de MMA Wanderlei Silva, conhecido como Cachorro Louco, terminou o último sábado (27/set) não apenas derrotado no ringue, mas vítima de uma agressão covarde que transformou uma disputa regulada em uma cena de violência descontrolada.

    O confronto de boxe contra o tetracampeão mundial Acelino “Popó” Freitas, pelo Spaten Fight Night 2 em São Paulo, evoluiu para uma briga generalizada envolvendo equipes rivais, culminando em lesões graves para Silva: olho esquerdo com sutura, nariz fraturado e dores intensas na cabeça que demandam novos exames médicos.

    A luta, transmitida ao vivo pela Rede Globo e pelo canal Combate, começou com promessas de um embate épico entre dois ícones da luta brasileira, mas rapidamente descambou para o caos.

    Silva, de 48 anos e ídolo do Pride FC e UFC, foi desclassificado no quarto round por múltiplos golpes ilegais, incluindo três cabeçadas intencionais contra Popó, de 50 anos, que venceu por desqualificação.

    No entanto, o verdadeiro golpe veio após o gongo: uma pancadaria generalizada invadiu o ringue, com membros das equipes trocando agressões.

    Imagens reveladoras da transmissão da Globo identificaram Rafael Freitas, filho de Popó, como o autor do soco traiçoeiro na nuca e no rosto de Silva, que desmaiou no local e precisou ser evacuado para o hospital.

    “Fui covardemente agredido”, desabafou Silva em stories no Instagram, exibindo o rosto desfigurado, com o olho inchado e sangrando, e o nariz deformado.

    Ele relatou tonturas e dores de cabeça persistentes, anunciando novos exames para descartar sequelas neurológicas graves – um lembrete doloroso de que, em um país progressista, a saúde dos trabalhadores do esporte deve ser salvaguardada como um direito fundamental, não uma casualidade.

    Do outro lado, Popó negou inicialmente a participação de seu filho, alegando que a confusão foi provocada por “jogo sujo” da equipe de Silva, incluindo invasões como a de Fabrício Werdum, amigo e corner de Wanderlei, que defendeu a reação como autodefesa.

    Em entrevista à ESPN, o boxeador baiano se disse envergonhado, pedindo perdão ao público e desafiando Vitor Belfort a um futuro duelo limpo: “Conseguiu estragar tudo”, criticou Popó sobre Silva, referindo-se às infrações no ringue.

    No entanto, essa narrativa de vitimização mútua não apaga o fato de que Rafael Freitas, cuja identidade pública é discreta mas ligada ao círculo familiar de Popó, cruzou uma linha ética ao atacar um atleta exausto e ainda com luvas, transformando o pós-luta em uma “briga de rua” que expõe a fragilidade das instituições reguladoras.

    As consequências para Silva são devastadoras. Levado ao hospital em São Paulo, ele recebeu alta após cerca de quatro horas, mas com o rosto irreconhecível: pontos no olho, fratura nasal confirmada e o risco de concussão cerebral, agravado por um histórico de nocautes no MMA.

    Amigos como Werdum compartilharam vídeos chocantes, destacando que “ele levou uma bomba no meio da pancadaria”, comparável aos piores revezes da carreira de Silva, como derrotas icônicas no Pride.

    Vitor Belfort, ex-rival de Silva, detonou o episódio como uma “destruição do legado que construímos”, ecoando um chamado coletivo por responsabilidade.



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